Três perguntas para João Eça Pinheiro, do Tivoli Ecoresort Praia do Forte (BA)
Com a retomada das atividades nos hotéis de todo o Brasil, o Tivoli Ecoresort Praia do Forte (BA), localizado no litoral norte da Bahia, reabriu em 1º de setembro, operando com apenas 50% da capacidade do hotel, o equivalente a 156 quartos disponíveis de 300 no total.
Em entrevista para Hotelnews, o diretor geral do hotel, João Eça Pinheiro comentou sobre o processo de retomada e ainda destacou o compromisso do Tivoli com projetos de sustentabilidade e de responsabilidade social, que serão reforçados no pós-pandemia.
Formado em Gestão Hoteleira no Centre Internacional de Glion, em Montreux, na Suíça, o executivo nasceu em Portugal e veio para o Brasil em 2010, após receber o convite para fazer parte da diretoria do Tivoli na Bahia. Antes de assumir o cargo no empreendimento, o profissional passou pelo Lisboa Penta hotel (hoje Marriott de Lisboa) e em seguida foi para região de Algarve, onde exerceu a função de diretor de Operações do Grupo Prainha Mar.
Confira a entrevista abaixo:
Hotelnews: A localização do Tivoli Ecoresort Praia do Forte em meio à natureza já atrai os viajantes que estão optando por lugares com menos aglomerações e espaços abertos neste período de pandemia. Como está o processo de retomada?
João Eça Pinheiro: O hotel reabriu com todos os procedimentos de segurança e nos surpreendemos com a chegada dos hóspedes. Pensávamos que teríamos uma procura, essencialmente, de cidades próximas ao hotel, como Salvador, Feira de Santana, Aracaju e também de Estados vizinhos. No entanto, a maior demanda continua vindo de São Paulo e de outras regiões do Brasil. No feriado de 7 de setembro, a taxa de ocupação foi 100% considerando as acomodações disponíveis e a expectativa é manter o mesmo índice no feriado de 12 de outubro, estendendo-se até o final do ano.
HN: Diante do alto consumo de itens descartáveis como proteção de contaminações pela Covid-19, de que forma a hotelaria pode continuar mantendo o compromisso com a sustentabilidade? Quais ações o hotel implementou em suas operações?
JP: A pandemia afetou as nossas metas de redução de plástico de uso único e não será possível alcançar o objetivo ainda esse ano. Em meio à pandemia, tivemos que adotar novas práticas de segurança sanitária e agora, por exemplo, todos os talheres são embalados antes de serem disponibilizados para os hóspedes e colaboradores com embalagens de papel. Tão importante quanto pensar no material a ser utilizado é dar o descarte correto a esses itens.
Nesse ponto, já trabalhamos em parceria com a Coelba no Projeto Vale Luz, onde o material reciclável como papel, papelão, plástico, ferro, alumínio e outros são doados para uma cooperativa de materiais recicláveis e o valor desse material é revertido em desconto na conta de energia de uma instituição ou ONG indicada pelo hotel – no nosso caso é o Projeto Incluir, que promove assistência e auxilia a inclusão social de pessoas com deficiência. Também reciclamos nosso óleo de cozinha, vidro e outros com a Biosolut Reciclagem.
Ainda lançamos um aplicativo para melhorar a experiência do hóspede no momento do check-in e check-out, que disponibiliza informação dos agendamentos de serviços, menu digital dos restaurantes, programação do hotel, que antes era de papel e agora está tudo à disposição via online e QR Code. Desta forma, contribui para redução no consumo de papel, além de evitar o contato físico com o cliente neste momento de pandemia.
HN: Como o Tivoli está trabalhando a questão da responsabilidade social no pós-pandemia para continuar com as iniciativas de apoio às famílias que estão em situação de vulnerabilidade?
JP: Por ano, nós fazemos mais de 80 ações socioambientais em instituições e na comunidade local. Neste momento, vamos focar tanto na economia quanto na cultura. Pelo fato do hotel estar próximo a uma vila de pescadores, é mais um incentivo para ajudar essa comunidade, como adicional dos nossos projetos que já apoiamos.
Nós ficamos orgulhosos em continuar esse tipo de exercício, que é uma obrigação dos grandes empreendimentos, assim como o nosso, de ajudar as comunidades no entorno.

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