Três perguntas para Danilo Issao Samezima, do WAM Group
Fundada em 2013, a WAM é especializada na comercialização e incorporação de empreendimentos turísticos com conceito de multipropriedade e, através da WAM Hotéis e Resorts, administra pousadas, resorts e hotéis em quatro estados: Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. A marca possui a certificação ISO 9001, responsável por atestar a gestão de qualidade processual de uma empresa, e certificado Great Place To Work (GPTW), premiação que confere o título dos melhores lugares para se trabalhar.
Em seu time estão três mil colaboradores distribuídos por 14 destinos no Brasil todo. Um deles é Danilo Issao Samezima, diretor de Estratégia e Novos Negócios. Formado em Processamento de Dados e especializado em Gestão do Conhecimento e Inteligência de Negócios, Estudos de Mercado e Projetos de Viabilidade Econômica e Financeira na área de Fractional, Hotelaria e Tempo Compartilhado, Danilo fala um pouco sobre os planos da WAM.
1 – A WAM anunciou duas aberturas recentemente – Solar Pedra da Ilha e Ondas Praia Resort. Qual a motivação do grupo em escolher esses dois destinos nesse momento delicado que vive a hotelaria? O investimento nessas propriedades é da própria WAM ou vocês contam com parceiros? Há previsão de novas propriedades?
A WAM sempre busca desenvolver a multipropriedade em destinos turísticos consolidados; o Solar Pedra da Ilha e Ondas Praia Resort estão inseridas em duas importantes praças para o turismo de lazer no Brasil; respectivamente em Penha/SC e Porto Seguro/BA; atendendo uma demanda das famílias que já frequentam estes destinos.
Entramos com investimentos nas operações de comercialização, gestão de clientes e recebíveis; e nosso parceiro local, o grupo Pedra da Ilha, quem fez os investimentos dentro de toda incorporação; este primeiro projeto em parceria rendeu bons resultados e um ótimo relacionamento, que recentemente criamos uma joint-venture com o mesmo grupo para realizar a operação hoteleira e condominial do empreendimento.
Já no Ondas Praia Resort, tanto a incorporação quanto às operações comerciais, gestão de clientes e recebíveis e administração hoteleira e condominial são investimentos do Grupo junto com demais sócios: Hectare Capital, Grupo Base, ABL Prime e A.P Alexandre Participações.
2 – Vocês assumiram o Nacional em 2019. Recentemente foi anunciado que o hotel passaria a contar no portfólio de multipropriedades do grupo. Por que decidiram incluir um ícone hoteleiro nesse segmento? O que vai agregar ao hotel e aos serviços?
Nosso grupo é pioneiro e líder no modelo de negócio no País, iniciando as vendas nesse segmento há mais de 10 anos, já com expertise do timeshare desde 2007. E temos o objetivo de democratizar a segunda moradia no Brasil através da multipropriedade.
Com o passar dos anos, e com grande volume de informações que temos da nossa base de clientes, transformamos em conhecimento e com isso temos evoluído os projetos na questão de arquitetura e experiência para os multiproprietários a cada novo empreendimento.
A arquitetura exclusiva do Hotel Nacional atrelado aos conceitos que planejamos para este empreendimento, entrega ao cliente o que nosso grupo pauta como negócio. No caso específico do empreendimento, a primeira etapa que planejamos consiste em criar o conceito de resort urbano, com atrações e experiências focadas para a família; esse investimento já vem sendo realizado e vamos acelerar ainda mais após esse período de restrições.
Em paralelo, tínhamos etapas jurídicas que foram superadas recentemente, e já estamos comercializando a multipropriedade, com enorme aceitação do público no empreendimento.
3 – Como você vê o segmento de multipropriedades no Brasil? É realmente um nicho em ascensão? Tem potencial para crescer? Por quê?
Nosso segmento tem crescido nos últimos anos e está mais maduro. Apesar de pouquíssimos players já terem empreendimentos entregues e em operação, os demais players e os novos entrantes já entendem a diferença do nosso modelo em relação à incorporação imobiliária tradicional, se atentando não apenas a comercialização, mas dando a devida importância à carteira de longo prazo e a gestão condominial e hoteleira após entrega.
Temos ainda uma demanda grande para estes modelos, enquanto em mercados maduros como o americano, 7% das residências possuem algum tipo de contrato de segunda moradia/hospitalidade; no Brasil este índice geral fica abaixo de 0,5%, e olhando somente para o público-alvo este índice fica entre 1,5% a 2%. Portanto, para atingirmos o mesmo patamar de quantidade de clientes de mercados maduros, ainda precisamos comercializar para mais de 4,7 milhões de famílias.

Deixo uma pergunta para o Danilo, você já tentou falar no atendimento da sua empresa? Falta montar uma estratégia de bom atendimento aos clientes, a jornada do cliente no atendimento.
Mas se você não tentou ou não sabe, eu explico é só entrar em contato comigo.