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O tráfego aéreo de passageiros na América Latina e no Caribe registrou queda em junho deste ano. Segundo dados da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), no período, foram transportados 37,3 milhões de passageiros, uma redução de 2,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.
O Brasil esteve entre os três maiores mercados da região a registrar resultado negativo em junho, ao lado de México e Colômbia. Juntos, os três países, que concentram cerca de 65% do tráfego aéreo regional, movimentaram 517 mil passageiros a menos na comparação anual.
A retração brasileira ocorre em um cenário de desaceleração do transporte aéreo regional. Os três segmentos analisados pela ALTA fecharam junho em queda: o tráfego doméstico recuou 2,0%, o internacional intrarregional caiu 3,0% e o extrarregional diminuiu 2,7%.
Apesar do resultado negativo de junho, o desempenho acumulado no ano permanece positivo. Entre janeiro e junho, a América Latina e o Caribe movimentaram 242,8 milhões de passageiros, alta de 3,4% sobre o primeiro semestre de 2025, um acréscimo de aproximadamente oito milhões de passageiros.
Segundo Peter Cerdá, CEO da ALTA, a desaceleração observada desde abril, combinada ao aumento dos custos de combustível, exige cautela. Para a entidade, políticas voltadas à conectividade, aos investimentos e à competitividade serão importantes para sustentar o crescimento do transporte aéreo na região.


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