Sociedade sem dinheiro
Digitalização de pagamentos influencia nos hábitos do consumidor, que ganhou novas opções além das instituições financeiras tradicionais
É cada vez mais comum sair de casa sem nenhum real na carteira e, mesmo assim, não precisar ir a um caixa eletrônico para sacar. O hábito de ter dinheiro em mãos deixou de ser necessário porque o mercado financeiro evoluiu e a moeda em papel já não é mais o centro da jornada no que é denominada “cashless society” (sociedade sem dinheiro, na tradução livre).
Essa transformação digital se intensificou nos últimos anos, principalmente por conta das inúmeras startups, que trouxeram novas possibilidades para o consumidor, eliminando uma série de burocracias e até reduzindo custos com tributos. O celular virou uma super ferramenta de pagamento e existe um universo de possibilidades. Tudo agora depende da vontade do consumidor.
Para Fábio Pompeo, diretor-executivo da CSU, que presta serviços de alta tecnologia voltados ao consumo e ao processamento de transações eletrônicas, o cenário de pagamentos no Brasil está passando por uma grande efervescência.
Esse movimento não se limita à criação de meios de pagamentos, como o PIX, mas também ocorre o surgimento de novos players, algo que tende a acelerar ainda mais com a implementação do Open Banking – que permite, com o consentimento do usuário, o compartilhamento do histórico financeiro entre diferentes bancos.
“O resultado dessa transformação é a disponibilidade de mais alternativas de pagamentos para consumidores e comércios. Como em qualquer mercado, quanto mais opções, maior será a competitividade. E, com isso, haverá uma queda no custo e melhoria nos serviços”, diz Pompeo.
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