Ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Brasil, João paulo Capobianco – Foto divulgação
Entre os dias 3 e 7 de agosto, representantes dos governos federal, estadual e municipal, além do setor privado, organismos internacionais e sociedade civil, estarão reunidos na São Paulo Climate Week (SPCW) para debater soluções capazes de acelerar a transição climática. Inspirada nas principais Climate Weeks do mundo e integrada à rede internacional desses encontros, a edição de 2026 acontece sob o conceito “Da agenda global à ação nos territórios”.
Durante a cerimônia de abertura, ficou evidenciado o alinhamento da SPCW à Agenda Global de Ação Climática e aos trabalhos da Presidência da COP30 e dos Climate Champions, reforçando a necessidade de acelerar a implementação das soluções já identificadas. “Diante do agravamento dos eventos climáticos extremos e das crescentes pressões geopolíticas sobre energia, alimentos e infraestrutura, o desafio deixou de identificar soluções e passou a ser implementá-las com rapidez”, disse Michel Porcino, organizador do evento.
- Segundo o executivo, a agenda foi estruturada em seis grandes eixos temáticos e consolida 482 iniciativas organizadas em 30 grupos de trabalho, que resultaram em 120 Planos de Aceleração de Soluções (PAS) destinados a remover gargalos e ampliar a escala das ações climáticas.
Uma das autoridades presentes, o Ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou que a recuperação de florestas é um dos eixos de prioridades de investimentos. “Quando o instrumento financeiro passa a orientar investimentos dessa natureza e nessa escala, a política climática assume um lugar central na estratégia e economia do País. Mas financiamento precisa caminhar ao lado da regulação, por isso, estamos construindo as regras necessárias para dar segurança, integridade e direção a estes investimentos”, disse.
Brasil é protagonista da transição
Representantes da Presidência da COP30 destacaram que o Brasil reúne vantagens competitivas importantes, como matriz energética predominantemente limpa, bioeconomia, biocombustíveis, biodiversidade e soluções baseadas na natureza, que o colocam em posição privilegiada para liderar iniciativas de mitigação e adaptação.
No entanto, é preciso acelerar a implementação dessas oportunidades por meio de parcerias entre governos, empresas, investidores e sociedade civil, evitando que o país perca competitividade em uma economia cada vez mais orientada pela transição de baixo carbono.
Implementação substitui discurso
Ao longo dos próximos dias, a Climate House receberá mesas-redondas, workshops e encontros de governança voltados à identificação de barreiras e ao desenvolvimento de soluções implementáveis nos diferentes setores da economia. Também haverá debates sobre energia, cidades resilientes, infraestrutura, biodiversidade, agricultura, sistemas alimentares, desenvolvimento humano e financiamento climático, sempre orientados pela proposta de transformar articulação institucional em projetos concretos e acelerar a implementação da agenda climática brasileira.
Confira a programação completa.

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