A última palestra na parte da manhã da 4ª Strategy Conference, da HSMAI Brasil, realizada hoje, 8, em São Paulo (SP), foi apresentada por Patrícia Palermo. A economista e professora da ESPM discutiu o tema “Visão econômica para o Brasil em 2018”.
“Depois de oito trimestres caindo, não podemos esperar que a economia levante e saia correndo. Se isso acontecesse, teríamos uma recuperação artificial, com uma baixíssima possibilidade de se manter”, explicou Patrícia.
A economista explicou sobre a ociosidade na economia brasileira e suas consequências. “Tem ociosidade na nossa economia. E com isso, ela pode se reativar sem necessariamente criar mais empregos. Primeiro, teremos uma recuperação percebida pelas empresas. Depois, elas irão começar a recontratar pessoas”, afirmou.
De acordo com Patrícia, o Brasil sempre foi um país que demitiu muito e contratou muito. “O país roda 50% dos empregos formais, é muita coisa, por isso somos mal atendidos em alguns lugares”, afirmou. Atualmente, o Brasil conta com cerca de 13 milhões de desocupados, ou seja pessoas que procuram trabalho, mas não encontram. “Valemos mais quando estamos ocupados e trocamos de emprego. Quem vai ao mercado de trabalho sem estar vinculado a uma empresa, em geral tem a sua renda diminuída”, explicou.
Em 2017, depois de haver a aceleração inflacionada, o Brasil teve uma desinflação. Ao longo desse ano, principalmente quem continuou empregado, teve ganhos reais nesse ano. E isso ajudou as famílias a voltarem a consumir. “O nosso crescimento no ano que vem pode ser aumentado ou diminuído com cenas que não estão ainda no nosso radar. Questões externas e internas, como as safras, que podem ter problemas por conta das mudanças climáticas”, afirmou.
Segundo a economista, as pessoas estão recuperando a confiança e devem voltar a comprar bens de consumo parcelados. “Mas não vão comprar apartamentos. E quando eles são construídos empregam muita gente”, afirmou.
Ela também discutiu a reforma trabalhista, que entra em vigor em 11 de novembro. “Em um primeiro momento vai criar insegurança. Mas, a longo prazo, vai criar mais flexibilidade e vai estimular a contratação legal de funcionários”, apostou.
E 2019? “Ainda é uma incógnita”, finalizou Patrícia.
*Por Lorena Amazonas

notícias recentes
15º Desafio Senac: Alunos no Comando tem como tema “Hospitalidade: conectando histórias”
Legado Vivo: Clube do Feijão Amigo renova liderança e anuncia retomada global dos encontros
Mercado global de café deve alcançar US$ 239 bilhões até 2031, aponta HostMilano
notícias relacionadas
Bancorbrás reforça atuação no segmento de viagens corporativas
Na ABAV Expo, Atlantica projeta adicionar 10 novos hotéis ao portfólio em 2027
Slaviero Hospitalidade dá as boas-vindas a David Cruz