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Passagens aéreas sobem 42,5% em um ano, ante 8,7% das rodoviárias

Segundo dados do IPCA/IBGE e do Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a partir de cerca de 100 milhões de passagens vendidas desde dezembro de 2017, as passagens aéreas subiram 42,5% entre setembro de 2025 e 2026. Já as rodoviárias aumentaram 8,7% no período.

  • Na média dos últimos 12 meses, a passagem rodoviária subiu 5,8%, contra 21,9% da área.
  • De janeiro a setembro de 2026, frente ao mesmo período de 2025, a alta foi de 6,4% no ônibus e de 27,6% no avião.
  • Na série completa, iniciada em dezembro de 2017, o IRCB acumula alta de 65,3%.
  • As passagens aéreas subiram 92,4% no mesmo intervalo, segundo o IPCA.

Tarifa subiu menos que o diesel

O diesel ficou 14,4% mais caro em 12 meses e subiu 1,7% só em setembro. A passagem de ônibus avançou 8,7% no mesmo período, abaixo do ritmo do combustível que move a frota. No longo prazo, o descolamento é maior. Desde dezembro de 2017, o diesel subiu 111,0% e o IGP-M, índice usado como referência em contratos, 86,3%. A passagem rodoviária, 65,3%.

Alguns recortes estão hoje mais baratos que em dezembro de 2025, mês de alta temporada. É o caso das viagens interestaduais (-4,0%), das viagens acima de 400 km (-1,7%) e das classes leito (-1,8%) e semileito (-1,0%). Na comparação com setembro de 2025, a região Norte teve a menor alta do país (+1,5%). No Pará, as passagens ficaram 0,3% mais baratas.

Setembro: alta de 2,0% após recuo em agosto

No mês, o IRCB subiu 2,0%, depois de cair 1,1% em agosto. O resultado foi o mesmo na série com ajuste sazonal, que desconta efeitos de calendário, férias e feriados. A alta foi disseminada entre classes, distâncias e regiões, com exceção do Norte (-2,9%) na série sem ajuste.

“A passagem de ônibus subiu menos que o próprio diesel, um dos principais custos das viações. A gente vê o setor segurando preço num ano de insumo caro. Para quem planeja os feriados de novembro e as férias, isso significa uma alternativa mais previsível que o avião, que subiu 42,5% em 12 meses”, afirma Fernando Prado, CEO da ClickBus.

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