O decreto assinado pelo governo federal que dispensa o visto de entrada no Brasil para turistas de Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão é avaliado como positivo para o país, de acordo com o Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Entretanto, sem políticas públicas coerentes e compreensão da dinâmica dos diferentes mercados, esse volume pode não ser atingido.
Segundo o Ministério do Turismo, em 2017, 478 mil turistas americanos entraram em território nacional. No mesmo ano, no Peru, país também distante dos Estados Unidos e com 32 milhões de habitantes (15% da população brasileira), 15% do tamanho do Brasil e que não exige visto aos americanos, entraram 600 mil turistas, segundo a PromPeru.
Para a FecomercioSP, diante da dimensão do Brasil com múltiplos destinos com as mais variadas características de turismo, seria natural afirmar que, em termos proporcionais de tamanho e população, é possível imaginar um número até quatro vezes maior que o atual em volume de turistas americanos, o que poderia gerar uma injeção de gastos extras de R$ 6,4 bilhões por ano.
Além da isenção dos vistos para americanos, é necessário pensar em estratégias claras de combate à violência, melhoria das infraestruturas, como rodovias e aeroportos – acelerando as privatizações e concessões –, e também contribuir para a formação de mão de obra qualificada, com aprendizado da língua estrangeira.

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