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Rosewood São Paulo transforma brasilidade em referência internacional

Foto de Rubens Kato

Eleito o sexto melhor hotel do mundo pelo The World’s 50 Best Hotels 2026 e o empreendimento mais bem colocado da América do Sul, o Rosewood São Paulo consolidou uma proposta que esteve presente desde a concepção do projeto: traduzir elementos da identidade brasileira para a hotelaria de luxo contemporânea.

Idealizado pelo empresário Alexandre Allard dentro do complexo Mata São Paulo, antigo Cidade Matarazzo, o hotel foi desenvolvido a partir da preservação do patrimônio existente e da valorização da cultura, da arte, da arquitetura e da natureza brasileiras. “Quando comecei a imaginar um hotel dentro da Cidade Matarazzo, que hoje chamamos de Mata São Paulo, visualizei um lugar que pudesse revelar São Paulo e o Brasil a partir de uma perspectiva diferente”, afirma Allard.

Segundo o empresário, o projeto partiu de um patrimônio com forte carga histórica, o que tornou a preservação um dos pilares da transformação do espaço. A partir daí, arte, natureza, gastronomia e arquitetura passaram a integrar a narrativa do empreendimento.

“Preservar essa história era tão importante quanto imaginar o futuro. A partir dessa visão, a conexão de arte, natureza, gastronomia e patrimônio passou a fazer parte da narrativa. Em vez de reproduzir um modelo internacional de hotelaria, o projeto procurou construir uma experiência que só poderia existir em São Paulo”, diz.

Penthouse Rosewood São Paulo. Crédito: Matthieu Salvaing

Entre os elementos que materializam essa proposta está a coleção permanente de arte brasileira distribuída pelos ambientes do Rosewood São Paulo. Sob direção artística de Philippe Starck e curadoria de Marc Pottier, o conjunto reúne mais de 450 obras, muitas delas site-specific, desenvolvidas especialmente para o empreendimento.

O hotel também envolveu artistas, paisagistas, designers e arquitetos brasileiros e estrangeiros. Entre os nomes está o arquiteto francês Jean Nouvel, vencedor do Prêmio Pritzker e responsável pela Torre Mata Atlântica, integrada ao complexo.

A valorização de materiais brasileiros aparece ainda nos revestimentos utilizados no projeto. Ao todo, foram empregadas 17 mil toneladas de pedras provenientes de estados como Bahia e Espírito Santo, entre elas Crema Paraná, Branco Calacatta, Amazonite, Preto Paraná e Branco Nuvolato.

Do hotel ao ecossistema criativo

Para Allard, o Rosewood São Paulo representa o ponto de partida de uma proposta mais ampla desenvolvida pela Mata São Paulo. O complexo busca reunir diferentes manifestações da produção brasileira em áreas como hospitalidade, arte, cultura, entretenimento, gastronomia, moda, design, beleza, negócios regenerativos e, futuramente, longevidade.

A ideia é criar um ambiente no qual essas frentes possam coexistir e estabelecer conexões, ampliando a visibilidade de criadores e iniciativas locais para uma audiência internacional. A proposta também parte da perspectiva de que novas referências de hospitalidade, cultura e estilo de vida podem surgir a partir do Sul Global, sem a necessidade de reproduzir modelos consolidados em outros mercados.

“Nunca quis trazer uma ideia pronta de luxo para São Paulo. Queria descobrir o que o Brasil poderia ensinar ao mundo sobre hospitalidade. Quando você cria algo que é verdadeiro para o lugar onde está, as pessoas de fora conseguem sentir essa verdade e se conectar com ela. É isso que torna uma experiência universal”, conclui Allard.

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