AconteceNotícias
NR-1 amplia atenção da hotelaria à saúde mental dos colaboradores

A saúde emocional dos profissionais da hotelaria e as novas exigências relacionadas à gestão dos riscos psicossociais estiveram entre os temas debatidos durante o 37º Encatho & Exprotel, realizado no CentroSul, em Florianópolis.

Na última quarta-feira (12), a advogada trabalhista Patrícia Souza Anastácio apresentou a palestra “NR-1 na Hotelaria: Governança Jurídica, Compliance e Gestão de Riscos Ocupacionais”, trazendo para o setor discussões sobre prevenção, responsabilidades das empresas e proteção dos trabalhadores.

Durante a apresentação, a especialista abordou fatores que podem afetar a saúde mental dos colaboradores no ambiente profissional, como excesso de demandas, organização inadequada do trabalho, situações de assédio e outras condições capazes de gerar riscos psicossociais. O tema ganhou ainda mais relevância para as empresas com as mudanças na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que ampliaram a atenção sobre esses fatores dentro do gerenciamento dos riscos ocupacionais.

Na hotelaria, marcada pelo contato constante com hóspedes, jornadas que podem incluir finais de semana e feriados e operações que funcionam ininterruptamente, o gerenciamento dessas questões também passa pela criação de estruturas capazes de identificar problemas e oferecer suporte aos profissionais.

Um dos pontos destacados por Patrícia foi justamente a maneira como as empresas recebem e conduzem relatos envolvendo violência ou assédio. “O ponto-chave envolve o canal de denúncia e o acolhimento da vítima. Como o hotel trata essa vítima? Precisamos pensar nesse cuidado para que ela possa desenvolver seu trabalho e entregar um bom resultado para a empresa”, afirmou.

Além do cumprimento das exigências legais, a discussão coloca a saúde mental como parte da própria gestão das empresas. Na avaliação da advogada, embora o assunto ainda encontre resistência no meio corporativo, o cenário vem mudando à medida que organizações e profissionais ampliam o conhecimento sobre seus impactos.

“Ainda é um tabu, mas é algo que está caminhando para o conhecimento. Talvez o setor hoteleiro esteja começando a prestar atenção a isso pela obrigatoriedade da norma, mas a conscientização chega”, avaliou.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *