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Mountain Lodges of Peru completa 10 anos de operação  

A Mountains Lodges Of Peru (MLP) busca oferecer a seus clientes experiências em cenários de natureza no Peru. Combinando hospedagem e atividades de trekking e imersão cultural, a empresa, que opera no Vale Sagrado dos Incas, completa dez anos de operação com taxas de ocupação de 98%.

Os viajantes podem escolher dois tipos de experiência: a Lares Adventure, que tem foco em imersão cultural, e a Salkantay Trek to Machu Picchu, atividade focada na prática do trekking. Em todas elas, os participantes partem de Cusco e o objetivo é chegar a Machu Picchu, desbravando a região e se hospedando em sistema lodge to lodge. “Apoiamos a cultura local e oferecemos uma experiência autêntica”, afirma Andrés Adasme, da Mountains Lodges Of Peru.

A Lares Adventure exige menos preparo relacionado às técnicas de trekking em comparação à trilha Salkantay, rota que iniciou os trabalhos da MLP em solo peruano há 10 anos. Segundo Adasme, os participantes podem escolher formas alternativas à caminhada para se deslocarem de um lodge a outro. O foco principal é integrar os viajantes às comunidades locais, tendo contado com a cultura peruana desta região.  

   

Caminhada do roteiro Lares Adventure                                   A empresa oferece contato com a cultura local

Este roteiro parte de Cusco com destino à Machu Picchu e percorre localidades remotas como Huacahuasi, Lamay, Viacha, Lago Ipsaycocha, além de sítios arqueológicos como Pisac e Ollantaytambo. Ele é sustentado por lodges de luxo em Lamay e Huacahuasi, sendo que o segundo teve origem a partir de investimentos do próprio grupo, além da prefeitura de Urubamba, da comunidade local, da ONG Arariwa (dedicada ao desenvolvimento rural sustentável) e da Corporação Interamericana de Investimentos, instituição do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Respeitando as comunidades locais, a Mountains Lodges Of Peru mantém uma sociedade com os habitantes de Huacahuasi, que permanecem proprietários dos terrenos onde foi construído o lodge e ficam com 25% dos lucros gerados pelo grupo hoteleiro. Esta forma de parceria é determinada em vista da proteção da cultura milenar ainda em vigor no local. A empresa deve abrir mais dois lodges próprios: um em Patacancha, em 2017, e outro em Águas Calientes, em 2018. 

   

Um dos lodges do roteiro                                                      Os lodges oferecem conforto aos hóspedes

Já a rota de Salkantay tem como proposta oferecer ao turista uma experiência de aventura em contato com a natureza local. A companhia oferece hospedagem em lodges alocados em lugares remotos, não acessíveis com o suporte de veículos, porém com toda comodidade, infraestrutura e bons serviços. Mas atenção: é preciso estar em bom condicionamento físico, principalmente por se tratar de trajetos em altitudes incomuns.

A Salkantay Trek leva o viajante da região central de Cusco até Machu Picchu, passando por belos cenários, como as proximidades da montanha Salkantay, a mais alta da região (com 6.271m, sendo que os turistas chegam, em seus arredores, aos 4.600m) e a segunda mais importante perante à mitologia inca, e o Lago Humantay, que é alimentado pelos glaciais de mesmo nome. São sete dias de percurso, durante os quais a hospedagem noturna ocorre em quatro lodges: Salkantay (a 3.869m), Wayra (a 3.906m), Colpa (a 2.870 m) e Lucma (a 2.135m), além da estada em Aguas Calientes, na cidadela de Machu Picchu.

   Salkantay: paisagens remotas                                               O destino é Machu Picchu

Segundo Adasme, os brasileiros preferem a experiência Lares Adventure. “Estamos no segundo ano da Lares e cerca de 20% de nossos clientes são brasileiros”, explica Adasme. “Já 80% dos viajantes que participam da Salkantay são norte-americanos. Eles gostam de caminhar, mas querem dormir bem”, completa. No roteiro de trekking, apenas 3% dos participantes são provenientes do Brasil. 

O executivo afirma que a Lares tem 120 saídas fixas entre março e dezembro, quando acontecem os roteiros. “Os brasileiros estão mudando a forma de viajar. Eles não buscam mais só Miami e Dubai”, acredita. 

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