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Fispal destaca práticas sustentáveis em bares e restaurantes

Marcada para acontecer entre os dias 11 e 14 de junho, em São Paulo, a Fispal Food Service pretende destacar práticas sustentáveis em bares e restaurantes. Estão previstas ações que colocarão em prática o conceito, que vai desde a coleta seletiva de materiais orgânicos e recicláveis, até uso de materiais reciclados, economia de energia, incentivo no consumo de alimentação saudável.

Esses temas também estarão presentes na grade de programação das atrações da feira, que fazem parte do Serviço de Desenvolvimento do Mercado, projeto criado para ajudar estabelecimentos food service a expandirem de maneira sustentável.

A chamada economia circular, conceito que propõe abordagens inteligentes e sustentáveis para o uso de recursos, evitando perdas e trazendo ganho de produtividade, também tem feito parte em bares e restaurantes com ações de redução do desperdício de alimentos, água e energia, reuso e reciclagem das embalagens, e a preferência por fornecedores locais e ambientalmente responsáveis.

Pesquisa

A partir desses conceitos,  a Abrasel Nacional e o Sebrae Nacional produziram a pesquisa “Diagnóstico de Economia Circular no setor”, que mostrou um amplo interesse na adoção de práticas sustentáveis, impulsionado principalmente por fatores internos, ou seja, motivações dos próprios gestores dos estabelecimentos.

A hipótese levantada pelos autores do estudo é a de que há uma busca por eficiência e redução de custos. Além disso, são as empresas menores (MEI, ME e EPP) que estão adotando mais medidas sustentáveis em comparação às maiores, nos seguintes aspectos analisados: “gestão visando à economia circular” (Gestão), “consumo de recursos” (Fornecedores), “gestão energética” (Energia) e “recuperação de recursos/resíduos” (Resíduos).

Em uma escala de 0 a 5, as empresas que faturam até R$ 81 mil anualmente (enquadradas como MEI), atingiram as maiores pontuações em quatro blocos: Fornecedores (3,5), Gestão (3,5), Energia (4,5) e Resíduos (3,5). Já as empresas que faturam acima de R$ 4,8 milhões tiveram uma pontuação menor nos mesmos indicadores.

“Esta pesquisa revela não apenas um interesse crescente, mas ações concretas em direção à sustentabilidade nos bares e restaurantes do país. Os dados mostram que a adoção de práticas mais sustentáveis está se tornando uma realidade palpável, impulsionada especialmente pelo desejo dos gestores de fazer a diferença. Essa é uma tendência que também deve contribuir para diminuição de desperdícios e, consequentemente, corte de custos nos negócios a médio e longo prazo”, pontuou Luíza Campos, líder de ESG da Abrasel Nacional.

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