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Espaço do Turistech Hub faz sua estreia em São Paulo

Na tarde da última quarta-feira (15/03) foi inaugurada oficialmente a sala do Turistech Hub, no Cubo Itaú, em São Paulo. O projeto, idealizado por Eduardo Lorea, CEO da Numerik, tem como objetivo pautar a inovação no Turismo aliando competitividade e sustentabilidade.

O Turistech Hub vai integrar atores da cadeia do turismo, atuando em três pontos principais: oferta de inovação (startups e empresas que oferecem soluções), demanda de inovação (empresas de turismo e entidades do setor) e infraestrutura (investidores e rede de PDI). O ecossistema tem como fundadores e mantenedores a empresa BeFly e as entidades Resorts Brasil, Associação Latino Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), Associação Brasileira das Operadores de Turismo (Braztoa) e Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil (ADIT Brasil).

Durante o evento, um painel reuniu as entidades fundadoras que discutiram os principais desafios do Turismo e de que forma o Hub pode ajudar a encontrar soluções inovadoras para o setor. A presidente executiva da Resorts Brasil, Ana Biselli, ressaltou a importância do trabalho coletivo colaborativo e a falta de investimentos em inovação no turismo.

“Durante a pandemia, as entidades aprenderam a trabalhar juntas para resolver problemas complexos no setor público. E, foi um pouco inspirado nisso, que a Resorts Brasil entendeu que deveria fazer parte do Turistech Hub – para resolver questões e desafios do setor, como a falta de investimento em inovação. A inovação não acontece da noite para o dia. Precisamos de processo, investimento, dedicação e de pessoas. E o turismo não tem, tradicionalmente, áreas de pesquisa e desenvolvimento dentro das suas empresas”.

Os maiores desafios são a construção coletiva e colaborativa e o investimento

Ana Biselli

Rony Stefano, da ADIT Brasil, enfatizou o papel da entidade como a única e maior representante do segmento de time-sharing e multipropriedade no Brasil, e contou que os empresários do setor de tempo compartilhado já querem saber como o Hub pode incrementar a inovação nessa indústria.

“Este é um segmento em que as leis foram aprovadas há pouco tempo, e que em 2023 deve bater R$ 50 bilhões de receita, se não estou enganado. É uma indústria poderosíssima em crescimento e uma grande inovação também contratual para o segmento de turismo. Tenho certeza de que o Hub pode ajudar com isso”, completou

Para Sandra Veloso, da Alagev, o ecossistema tem muito a contribuir para a solução de problemas da entidade, que agrupa 14 comunidades do turismo (hotelaria, agências de viagens, aviação…), multiplicando as boas práticas.

Falta de mão de obra

A migração de colaboradores do turismo para outros setores foi outro tema abordado pelos participantes, que foram unânimes em questionar de que forma a inovação pode colaborar para reter talentos e qualificar a mão de obra. “Se não fizermos investimento em tecnologia para colocar o colaborador na posição que ele deve ocupar e para que estudantes se sintam atraídos pelo curso de turismo, não vamos sair do lugar. Temos uma janela de oportunidades agora para trabalhar dentro do HUB, levar tecnologia para dentro dos hotéis. Precisamos valorizar o capital humano para aquilo que efetivamente faz a diferença”, afirmou Ana Biselli.

Roberto Nedelciu, da Braztoa, falou sobre o momento em que estamos vivendo com a inteligência artificial e com a chegada do ChatGPT, e destacou de que forma esta ferramenta pode ser usada no turismo para melhorar os processos com a falta de mão de obra qualificada.

“Passamos por várias fases na hotelaria. Aprendemos a competir de uma forma mais saudável, coexistir em um momento e depois colaborar. Agora chegou a hora da gente construir juntos”, finalizou Ana.

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