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EQUIPOTEL 2016 Hoteleiro moderno é quem sabe distribuir seu produto

Distribuição e RM foram os focos da palestra de Gustavo Syllos, da Costa do Sauípe, na Equipotel Conference deste último dia de feira. O executivo falou sobre as diferenças entre a segmentação feita pela hotelaria há 20 anos e como isto deve ser feito hoje, com o objetivo de maximizar as receitas e não ficar dependente, por exemplo, das agências online. “Analisem a importância que as OTAs tem para seu hotel e negocie seu contrato. O hotel é quem tem o poder de negociação, deve estabelecer as condições”, definiu ele.

“É natural que o custo de uma OTA seja mais alto, eles investem muitíssimo em publicidade. Por isso, avalie quantos clientes este canal te traz. É possível viver sem os canais distribuição? Via de regra, não. Então como fazer para organizar a minha oferta de apartamentos de uma forma mais inteligente? Estudando”, colocou. Hoje, explicou Syllos, a segmentação envolve analisar os canais de vendas, o meio, os distribuidores e os clientes – a origem da solicitação é importante, e não mais o motivo da viagem.

Neste cenário, o hoteleiro tem “a faca e o queijo na mão”, pois enquanto as OTAs buscam volume de hotéis, os empreendimentos são os donos do inventário e quem define a tarifa. E o profissional de RM é peça chave para uma atuação estratégica. “Uma das premissas para o hotel ter lucratividade é controlar seus canais de vendas. Revenue management não é só gestão de tarifas, mas também de canais. Se um hotel não é igual ao outro, porque sua distribuição vai ser igual? Por isso é importante ter um profissional especializado, que conheça a unidade, os clientes”, aconselhou.

Além disso, o site do hotel deve ter um motor de reservas eficiente e as redes sociais devem ser trabalhadas para divulgar todos os atrativos do produto, falar com os viajantes. Ele explicou: “seja vender para quem for onde for, a chave do seu sucesso é o site. Mesmo que o usuário veja seu hotel na OTA, ele vai olhar seu site para ver se há condições melhores de compra”.

“Só depende de OTA quem tem preguiça. Hoteleiro moderno não é só o cara que recebe bem, acolhe os clientes, mas que sabe distribuir seu produto”, arrematou.

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