Cozinha 4.0
Equipamentos inteligentes facilitam a vida dos profissionais da gastronomia
Os processos de transformação dos alimentos começaram na pré-história. Neste período, o homem tinha como hábito o consumo de frutas, carnes e peixes em seu estado natural. Ao descobrir o fogo, passou a modificar a textura do alimento, tornando-o mais tenro e com sabor diferenciado, o que proporcionou o início do “comer por prazer” e não somente por subsistência. Com a evolução do domínio do fogo, utensílios começaram a ser produzidos – a princípio, muito rudimentares, feitos com pedras e madeira.
Milhares de anos depois, o desenvolvimento de equipamentos e métodos de cocção acompanharam a evolução tecnológica mundial. Atualmente, vivemos a Cozinha 4.0, nomenclatura cunhada em alusão à 4ª Revolução Industrial. O modelo engloba equipamentos altamente tecnológicos empregados nas cozinhas industriais com o intuito de aumentar a produtividade, reduzir custos e proporcionar refeições com mais qualidade. Por consequência, garantem ganhos também no quesito sustentabilidade, tão em voga.
“O mundo está em ebulição tecnológica. Equipamentos e mobiliários seguem essa linha, reforçando aspectos de proteção sanitária nas manipulações e traduzindo excelência nas finalizações”, afirma Lima Sales, consultor e projetor de sistemas para food service, que atua há 40 anos no setor. De acordo com o profissional, a escolha dos produtos na hotelaria deve prezar, basicamente, a localização do empreendimento e o número de unidades habitacionais.
“Entretanto, o segmento hoteleiro é muito vasto, dinâmico e excepcionalmente empolgante. A gastronomia de um hotel deve provocar experiências e sensações. Estamos em um momento Comfort Food, que não se trata apenas de eleger os resultados de aumento de tíquete médio, mas em um esforço de identidade dentro de um mercado muito competitivo. Isso também deve ser levado em consideração na hora de projetar uma cozinha”, afirma Lima Sales.
Para João Victor Cury, diretor comercial da Topema, a hotelaria vem ganhando destaque nos últimos anos e parte desse sucesso é em razão da gastronomia, que desponta como uma protagonista ágil. “As cozinhas estão mais profissionais, de alta performance. Desde a pandemia, os desafios com a reestruturação dos espaços, otimização de custos e retenção de mão de obra, são postos a prova, tornando os investimentos em equipamentos tecnológicos primordiais para empreendimentos destacados”, constata.
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