Três perguntas para Willian Lass, do Bourbon Cataratas
Com mais de 26 anos de atuação em liderança estratégica de empresas hoteleiras, resorts de luxo, hotéis Upscale, Midscale, Econômicos e de Multipropriedades, Willian Lass terá a responsabilidade de comandar Bourbon Cataratas do Iguaçu Thermas Eco Resort, localizado na região que possui uma das maiores belezas naturais, dentre as sete maravilhas do mundo.
A experiência acumulada ao longo da carreira, com passagens em grandes empresas hoteleiras, aliada à gestão participativa e dinâmica, qualificam o executivo a assumir um dos importantes resorts da Rede Bourbon. “Trabalhei durante cinco anos na cidade e conheço bem o Bourbon Cataratas. É com muita satisfação que assumo o desafio de comandar um dos melhores resorts do país e venho para fortalecer ainda mais a qualidade e excelência e os serviços oferecidos pela unidade”, declarou o novo diretor-geral da unidade.
Nesta entrevista, Lass fala um pouco sobre as expectativas de sua gestão, quais os maiores desafios da profissão e como enxerga o empenho do governo brasileiro na promoção do Brasil no exterior.
1 – Quais as expectativas para os próximos meses à frente do Bourbon Cataratas do Iguaçu Thermas Eco Resort?
Neste primeiro momento é finalizar o processo de adaptação, que está sendo muito fácil, muito tranquilo e muito agradável, até porque eu já trabalhei na empresa há 20 anos e conheço a cultura da Bourbon, isso facilitou muito todo esse processo.
Além disso, temos vários grandes projetos sendo executados neste momento, estamos com para inaugurar o bar Igobbi Poll and Grill, o bar que atende a área da piscina do resort, estamos para colocar em operação uma fábrica de água mineral que irá envasar e distribuir para os outros hotéis da rede. Então existem grandes desafios, além da operação natural do resort, os eventos que estão ocorrendo, a grande ocupação que estamos gerando para os próximos meses. A operação terá muito movimento, teremos muitos clientes passando pelo resort nos próximos meses, somando a isso temos alguns desafios interessantes.
Pretendo realizar todos esses projetos que estão sendo executados nesses primeiros meses de gestão, agora mesmo estamos fazendo a inauguração do Vezzoso Cucina, o nosso novo conceito gastronômico dentro da rede hoteleira. Um restaurante italiano, que tem como chef executivo, o italiano Salvatore Loi. Esse projeto ficou sendo preparado e agora está em funcionamento. Esse foi o primeiro desafio superado pela minha gestão, e já estamos entregando para os nossos hóspedes e para a cidade de Foz do Iguaçu o Vezzoso Cucina, que já nasce como um grande sucesso dentro do Bourbon Cataratas do Iguaçu Thermas Eco Resort.
2 – Como você vê a hotelaria brasileira? Quais os maiores desafios e quais os grandes benefícios da profissão?
A hotelaria no Brasil está em um processo de crescimento constante. Pudemos verificar durante o período de pandemia uma união maior das forças hoteleiras, das lideranças da hotelaria, e a partir daí tivemos um grande crescimento após passar por esse período. Todos os clientes, que ficaram em suas casas, estavam ávidos em viajar, conhecer hotéis, se hospedar em lugares diferentes, e com isso gerou um fenômeno para os nossos negócios.
Nós fizemos a lição de casa, renovando, reformando, trazendo novos produtos, como o novo espaço da Turma da Mônica, que acabamos de inaugurar, é também uma dessas ferramentas para que possamos atrair e manter esse cliente que está em busca de lazer, de diversão e de trazer a família para viver memoráveis momentos. Além disso, também estamos trabalhando o mercado de eventos, que havia sofrido um desaquecimento nos últimos anos e agora retoma com uma força muito grande.
Os desafios mudam com os tempos, cada período da nossa carreira enxergamos um desafio diferente. Eu entendo com um desafio a manutenção de mão de obra, vemos menos escolas de hotelaria, menos pessoas se formando na área e no futuro isso pode ser um grande desafio para as empresas conseguirem manter a sua mão de obra. Na Rede Bourbon, nós temos essa preocupação e por meio de boas práticas e ações voltadas para quem está trabalhando conosco, conseguimos reter muitos talentos. Mas é um alerta e temos que nos preocupar, principalmente quando olhamos para o Brasil todo, esse desafio cresce ainda mais.
Estou na hotelaria há 26 anos e não me imagino em outra profissão. Sou um hôtelier de coração. É uma profissão muito dinâmica, um dia nunca é igual ao outro, temos alegrias novas, problemas novos. Já passei por 16 empreendimentos do setor e, em cada lugar, vamos agregando mais conhecimento do mercado, mais entendimento das pessoas e crescemos como profissional e como ser humano. Já vivi em todas as regiões do Brasil pela hotelaria e isso me deu a possibilidade de vivenciar culturas diferentes junto com a minha família.
3 – Acredita que o governo brasileiro tem feito um bom trabalho na promoção do Brasil no exterior?
Temos espaço de crescimento e ele deve ser explorado pelo governo. Devemos ser mais expostos nas prateleiras internacionais para que possamos receber o turista externo, que é muito importante para nós. Precisamos trabalhar mais junto a players do mercado internacional, temos uma boa equipe na Embratur e esse trabalho não pode ser interrompido nunca. Mas, não podemos esquecer do turismo nacional, ele representa uma fatia muito grande do nosso setor e não pode ficar de lado.

notícias recentes
15º Desafio Senac: Alunos no Comando tem como tema “Hospitalidade: conectando histórias”
Legado Vivo: Clube do Feijão Amigo renova liderança e anuncia retomada global dos encontros
Mercado global de café deve alcançar US$ 239 bilhões até 2031, aponta HostMilano
notícias relacionadas
DPNY: história, inovação e hospitalidade à beira-mar
O novo luxo segundo François Delahaye
Cristiano Vasques: movimentos orientam projetos, parcerias e investimentos