O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro deve fechar 2026 com 19,5 milhões de passageiros, como prevê a concessionária RIOgaleão, que vem trabalhando para atrair companhias aéreas e novos negócios ao destino. O resultado também é atribuído à coordenação de aeroportos, com impactos diretos para o turismo e a economia do Rio de Janeiro, como o centro de pesquisas da BYD, um novo hotel de bandeira internacional, a expansão da infraestrutura logística voltada ao comércio eletrônico e o hub da Gol anunciado recentemente.
Primeiro trimestre: entre janeiro e março deste ano, o aeroporto registrou 5,2 milhões de passageiros, o melhor desempenho para o período em sua história, com crescimento de 19% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Foram 3,2 milhões de passageiros domésticos, alta de 20%; e 2,0 milhões internacionais, com crescimento de 17%.
Conectividade: de 2022 para 2025, o Galeão saiu da décima para a terceira posição entre os aeroportos com maior movimentação de passageiros no Brasil e consolidou-se como um hub estratégico para a aviação. A conectividade doméstica aumentou em mais de 800% comparado a 2023 e a doméstica-internacional cresceu mais de 200% no mesmo período.
Malha aérea: a GOL anunciou novos voos diretos para Nova York, Orlando, Lisboa e Paris, além da ampliação da conectividade doméstica. O Rio de Janeiro também passou a contar com novos destinos diretos, como Roma, Dallas, Santa Cruz de la Sierra, Assunção, Toronto, Mendoza e Montreal, além da chegada de novas companhias internacionais, como ITA Airways, Air Canada, Air Transat e Boliviana de Aviación.
Turismo internacional na cidade: em 2025, o Rio de Janeiro recebeu 2,1 milhões de turistas estrangeiros por via aérea, um recorde histórico, com crescimento de 44% em relação ao ano anterior. O desempenho segue em alta em 2026: nos dois primeiros meses do ano, o destino registrou o melhor início de série histórica, com recordes consecutivos em janeiro e fevereiro e volume superior ao de São Paulo no acumulado do período.
Logística: no ano passado, o terminal de cargas registrou o quarto recorde consecutivo de movimentação, com 62 mil toneladas processadas e cerca de US$ 17 bilhões em valor CIF. O crescimento foi impulsionado pela expansão da malha aérea, pelo avanço do e-commerce internacional e pela demanda de setores estratégicos como petróleo e gás, indústria aeronáutica e farmacêutica.

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