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Henrique Almeida: empatia e inteligência emocional são fundamentais na hotelaria

Mineiro de Belo Horizonte, Henrique Almeida conta que a hotelaria apareceu em sua vida um pouco por acaso e que sempre teve um despertar muito grande para trabalhar com pessoas. “Após 18 meses cursando Direito, descobri que meu palco não estava somente atrás de livros ou de mesas de escritório e audiências, eu precisava de mais. Precisava proporcionar sonhos e realizar as expectativas das pessoas ao me entorno. Assim, optei por dar início ao curso de Gestão Hoteleira”.

O profissional, que hoje ocupa a cadeira de gerente de Operações da Trul Hotéis, conta que começou na hotelaria com 18 anos, estagiando no front desk do Grand Dayreel Hotel, na capital mineira. E foi nesse primeiro emprego que a paixão por ser hoteleiro aflorou e culminou em um belíssimo casamento.

“Durante meus 17 anos de hotelaria tive o prazer de laborar, aprender e contribuir em todos os locais que passei. Atuei em empreendimentos de sociedade familiar, empresarial e em grandes redes, como Grand Dayrrel Hotel, Águas do Treme, Promenade, Accor, Bristol e agora na Trul”. As experiências foram em diversas áreas: desde a recepção e o setor de reservas até a gerência geral, mas foi no departamento de Operações que ele se encontrou e onde se realiza diariamente.

Grandes desafios e momentos inesquecíveis

Para Henrique, hospitalidade é acolhimento, encantar e marcar vidas. Mas, ao mesmo tempo em que a hotelaria proporciona esses sentimentos, ela também desafia e exige sabedoria e resiliência. “Os desafios na minha carreira foram muitos, até porque lidar com pessoas, sejam clientes ou colaboradores, não é uma tarefa fácil, requer muito estudo e inteligência emocional”, afirma.

Entretanto, o executivo diz que quando se leva a questão a uma esfera maior, certamente o ápice da pandemia pode ser citado como o seu maior desafio até hoje. “No início da pandemia ficamos uns dois, três meses navegando de olhos praticamente vendados até que com o tempo fomos tendo subsídios para tomar as melhores decisões para os nossos investidores, administradoras e colaboradores”.

Já um momento inesquecível nesses anos foi receber pessoalmente Paul MacCartney, quando o artista foi a Belo Horizonte para um show e se hospedou em um lake resort em que trabalhava. “A propriedade foi fechada para ele, lá se sentiu em casa. Andou a cavalo, tocou piano e fez questão de conhecer todos os nossos colaboradores”, lembra.


Bate-bola

– Um sabor: chocolate
– Um livro: Paixão por vencer (Jack Welch)
– Um mestre: meu pai
– Uma característica sua: integridade
– Um destino no Brasil: Bahia
– Um hotel icônico: Copacabana Palace
– Um sonho: não parar de sonhar

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