MercadoNotícias
Guerra no Irã: Fhoresp teme queda nas viagens com a alta do preço dos voos

Com o fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, e a interrupção no fornecimento mundial de petróleo, companhias aéreas começaram a enfrentar limitação do combustível e elevar os preços das passagens, além de rever escalas. A estimativa é de que os voos poderão encarecer em torno de 30%.

Diante desse cenário, a Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) teme queda nas viagens dentro das próximas semanas. “Voos mais caros tornam as viagens mais caras. O consumidor sente no bolso e, por óbvio, é a primeira coisa que ele corta para preservar o orçamento”, observa o diretor-executivo da entidade, Edson Pinto.

Para o executivo, o prejuízo segue efeito cascata: “perdem as empresas de aviação, assim como os setores de Hotelaria, de Bares e de Restaurantes. Perde o Turismo como um todo. Tínhamos uma previsão bastante otimista para 2026 – ano com nove dos 10 principais feriados nacionais e pontos facultativos caindo em dias úteis (segunda, quinta ou sexta-feira), permitindo emendas. Se o conflito no Oriente Médio persistir ainda mais, este calendário, que era promissor, tende a ser afetado”, ressalta. 

  • A Federação teme também a possibilidade de menos visitantes em feiras, congressos e seminários, entre outros grandes eventos, organizados, principalmente, na cidade de São Paulo, considerada a capital brasileira do Turismo de Negócios.

Impostos

O Governo Federal anunciou, na segunda-feira (6), um conjunto de ações emergenciais para conter o impacto da alta dos combustíveis, provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Entre as medidas, está a isenção do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o querosene de aviação.

Para Edson Pinto, “não basta apenas zerar os impostos federais”. É necessário, também, diminuir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do produto. “É importante que os Estados, como São Paulo, tenham uma atitude afirmativa no sentido de reduzir ou eliminar o ICMS sobre o querosene, concedendo, assim, mais fôlego às companhias aéreas neste momento crítico”, pontua.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *