EQUIPOTEL – Paralelamente à inauguração da 50ª edição da Equipotel São Paulo, também teve início hoje a sétima edição da Arena Gastronômica do setor denominado Equipotel Food & Drinks. O espaço na feira tem o intuito de reunir alguns dos principais chefs do País para desenvolver aulas show, oficinas e palestras, apresentando novidades da gastronomia para outros profissionais da área, estudantes e visitantes interessados. Durante o evento, muitos pratos serão sorteados para degustação do público no palco principal, intitulado Aula Show, em que chefs convidados preparam entradas, pratos principais e sobremesas em tempo real. O tema que norteia toda a arena este ano é a cozinha DOC (Denominação de Origem Controlada), nome dado à culinária que utiliza produtos de locais específicos e que são fabricados obedecendo regras rígidas.
De acordo com Ênio Pinto, coordenador da Equipotel Food & Drinks, toda a programação foi inspirada no tema, priorizando a culinária brasileira. “Nós não temos esse sistema no Brasil, temos apenas o que chamamos de iniciação geográfica. Queremos mostrar aqui, durante o evento, que uma cozinha comercial também pode trabalhar com produtos DOC, que tenham uma qualidade superior. Não acredito que somente os restaurantes de alta gastronomia possam trabalhar com esse tipo de produto, mas também os restaurantes de médio porte, por exemplo, sempre focando na rentabilidade”, afirma.
O coordenador enfatiza que trouxe chefs de diversas regiões do Brasil, que estão se adaptando a esta tendência, e que trabalham com um conceito parecido, e com a ideia de uma gastronomia mais saudável. Ele destaca alguns nomes importantes neste quesito, como Rafael Sessenta, do Sotero, capital paulista, Lucia Sequerra, do Santa Madalena, São Paulo, Pedro Pecego, chef revelação do Guia Danusia Barbara 2011, Rio de Janeiro, André Boccato, da editora Bocacato (Internacional Chefs Circle) e Anayde Lima, da Julia Gastronomia, também de São Paulo.
As aulas começaram com a participação do chef Mario Mandoni, que inaugurou com uma entrada de carpaccio de couve pré-assada e polvo. “Minha ideia de entrada foi baseada na minha experiência com cozinha mediterrânea. Nada melhor também do que carpaccio como entrada”, afirma Mandoni. Outro prato preparado por ele foi uma massa especial feita com dente de alho, azeite e manteiga.
A segunda a se apresentar foi Eire Rosado, com 24 anos de experiência na área, e idealizadora da Escola de Culinária. Pensando no tema central dos produtos de origem, Eire se baseou bastante na culinária brasileira. O prato foi composto de purê de banana da terra e peixe filhote (da Amazônia) feito na folha de bananeira, acompanhado de farofa de pão, coentro e castanha do pará. De entrada, carne seca, canapé de mandioca glaceada com rum, e de sobremesa, graviola in natura com café e melaço de castanha de caju. Eire afirmou que toda a sua criação foi baseada nos preceitos da sustentabilidade.
“A sustentabilidade não está ligada só à questão ambiental. Queremos focar aqui na sustentabilidade como um todo, desde trabalhar com compras conscientes e reaproveitar materiais, até respeitar os funcionários e pensar em um aspecto social e econômico, com base sempre no benefício da região de atuação”, explica Pinto.
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