Perfil do chef Vitor Sobral
A versão paulista da tasca portuguesa de Vitor Sobral
A região dos Jardins, em São Paulo, foi o local escolhido pelo chef português Vitor Sobral para a abertura da primeira filial da bem sucedida Tasca da Esquina de Lisboa. A atmosfera descontraída é herança da matriz, assim como o cuidado na elaboração do cardápio, boa parte dele inspirado na gastronomia portuguesa mais autêntica, porém com o toque de inovação que é peculiar à cozinha autoral de Sobral.
O chef Vítor Sobral é uma das grandes referências em Portugal, mas a paixão pelo Brasil o mantém em uma ponte aérea contínua com o País há 15 anos. “A paixão que tenho pelo Brasil me impulsionou à conquista da Tasca da Esquina, em São Paulo. Sempre ambicionei ter um restaurante no Brasil e aprendi que é necessário ter as parcerias certas, acreditar no conceito da marca e do restaurante e o perseverar com muito trabalho, explica.
De acordo com o chef, a Tasca da Esquina é o reflexo de toda a sua experiência como cozinheiro. Eu frequento o Brasil há anos e nunca tinha verdadeiramente me apercebido da forma como fui influenciado por este País até alguns anos atrás. Fui influenciado pelas riquezas culturais e pelos produtos brasileiros, afirma. Grande parte das pessoas não faz o que gosta. Considero-me feliz por muito cedo descobrir a minha vocação e ter conseguido atingir os objetivos profissionais que pretendia. Tive o privilégio desde o início de minha carreira de viajar profissionalmente e então retirar influências e conhecimentos que foram definindo a minha matriz na cozinha, completa.
O primeiro ano da Tasca da Esquina, como conta, foi de trabalho intenso, mas compensador.
Já temos um público cativo e o desafio, além de conquistar novos clientes, é manter os assíduos. Sempre ressalto que o prolongamento da Tasca da Esquina de Lisboa para a cidade de São Paulo é a mistura do que há de melhor das duas culturas; é apresentar um Portugal atual e assim se darão os novos projetos com a marca da Esquina no Brasil, antecipa Sobral.
Assim como em Lisboa, a proposta desta Tasca é de informalidade. Prova disso é o espaço que reserva para que os clientes possam almoçar na companhia dos chefs e até acompanhar aulas de gastronomia. A área fica bem próxima da cozinha e foi criada mesmo com a finalidade de proporcionar um contato mais íntimo entre criação e degustação.
O restaurante leva a assinatura da arquiteta portuguesa Paula Moura, que também se manteve fiel à linha adotada em Lisboa.

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