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Bar Testarossa usa arquitetura para conduzir a experiência do cliente em Curitiba

Bares autorais ganham espaço nas grandes cidades e a experiência passa a ser tão relevante quanto o produto. O Testarossa, empreendimento recém-inaugurado em Curitiba, comandado pelo bartender premiado Ariel Todeschini e pelo empresário João Pedro Pennacchi, surge como um exemplo de como a arquitetura e a hospitalidade vêm sendo usadas para transformar consumo em vivência.

Comportando apenas 60 pessoas em 119 metros quadrados de área total, o bar traduz para o Brasil uma tendência já presente em casas autorais da Europa: espaços que não apenas servem, mas conduzem e contam histórias. Para isso, o Testarossa foi concebido em cinco zonas sensoriais que se revelam por meio da arquitetura, da materialidade, da luz, do mobiliário e do fluxo: o balcão, a sala de estar, o memorabília, a mesa democrática e o jardim de inverno.

O projeto, assinado pelas arquitetas Karina Kawano e Denise Maruishi, do escritório ARTD3, propõe uma leitura do espaço em camadas: cada zona tem uma função emocional e simbólica e é essa coreografia interna que constrói a experiência do cliente. “A proposta sempre foi ir além da estética – queríamos que cada detalhe despertasse uma sensação de acolhimento, que fizesse o cliente se sentir bem recebido e vivendo uma experiência única. Ao entrar no Testarossa, a ideia é que o público seja impactado por um ambiente cheio de personalidade, com cor, texturas e muitos detalhes pensados com muito cuidado. A cada passo, ele vai descobrindo novos ângulos, novas sensações”, destaca Karina.

Ambientes

Logo na entrada, o balcão, com moldura de madeira maciça e tampo de mármore Napoleon Bordeaux, funciona como o núcleo técnico e social da casa, onde o trabalho do bartender se torna visível e quase performativo, enquanto as banquetas de madeira com couro caramelo convidam o cliente a se aproximar. “O balcão é o coração do bar. É onde a técnica aparece, o cliente vê o processo e entende o que está sendo feito. Ali, nosso público acompanha de perto o trabalho dos bartenders e dos baristas, curtindo o movimento”, conta Todeschini, que tem mais de dez anos de carreira e foi eleito o melhor bartender do Brasil no World Class 2025.

Logo à frente, a sala de estar suaviza o ritmo. Sofás de couro e assentos mais baixos convidam à permanência. “É um espaço mais aconchegante, para que as pessoas desacelerem e fiquem mais à vontade, como na sala da própria casa”, ressalta Pennacchi. Mais ao fundo, o memorabília reúne mesas mais altas, sofás mais estruturados e uma parede que concentra prêmios, objetos e referências que contam a história por trás da criação do bar. “Ali, a arquitetura do espaço assume um papel quase editorial: contar quem é o Testarossa, de onde ele vem e quais valores carrega”, complementa o empresário.

Ao lado, a mesa democrática surge como um eixo de convivência. Trata-se de uma mesa comprida, também potencializada pelo incrível mármore Napoleon Bordeaux, pensada para incentivar encontros, conversas entre desconhecidos e celebrações coletivas. Por fim, o jardim de inverno, localizado na área externa, encerra o percurso como um espaço de respiro, luz natural e distensão.

Toda essa organização espacial é atravessada por uma identidade clara: a de um bar ítalo-brasileiro que foge do clichê e apresenta complexidade. Mais do que uma decisão estética, a divisão em cinco ambientes é uma estratégia de experiência que organiza o tempo, o comportamento e até o consumo. Para completar, o trabalho de excelência com as luzes permite que o Testarossa proponha experiências e sensações diferentes ao longo do dia.

O Testarossa funciona na Rua Júlia da Costa (nº 551), no Centro de Curitiba (PR), de quinta a segunda, das 19h30 às 2h.

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