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O impacto dos dados na qualidade das decisões tomadas pelas empresas de turismo foi o foco de um dos painéis do Fórum de Viagens Corporativas, realizado nesta terça-feira em São Paulo. Alexandre Oliveira, da HRS, Marcelo Pimenta, da Experian, e Daniel Garbuglio, da Tableau, debateram o tema “Smart Data X Big Data – A arte de fazer as perguntas certas”, apontando a diferença estratégica entre as ações realizadas com base em opiniões dos profissionais e as pautadas em uma análise de dados do mercado.
Garbuglio citou alguns dados publicados pela Harvard Business Review, apontando que, de modo geral, companhias que embasam suas decisões em dados têm a possibilidade de aumentar sua produtividade em 5% e a lucratividade em 6%. “Estas empresas têm como objetivos identificar novas áreas de conhecimento, obter novos insights para gerar negócios e reter talentos”, detalhou. Não somente o levantamento destas informações, mas também o acesso a elas pela equipe da empresa fazem com que se tome não somente a decisão correta, mas no tempo correto. E reforçou: “É preciso democratizar o acesso à informação dentro da empresa. Quanto menos estes dados circulam, mais você está fadado a morrer”.
Pimenta explicou algumas das práticas da Experian, pontuando que hoje a produção de dados praticamente dobra a quatro meses – e, portanto, não há possibilidade de analistas trabalharem com este volume. É necessário um filtro via algoritmo, para então ser feita análise e aplicação em campanhas e ações. Entre os exemplos dados pelo executivo estão o acompanhamento do comportamento de determinados grupos populacionais para entender seus padrões de consumo e análise de reputação em mídias sociais. As decisões são tomadas a partir do cruzamento das informações específicas.

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