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Parceria que fez (e segue fazendo) história no turismo brasileiro

Um ano separa os 65 anos da hotelnews dos 60 da Embratur, um marco histórico que reafirma a força do diálogo entre a imprensa e a promoção institucional

Em 2025, a revista hotelnews celebra 65 anos de trajetória dedicada ao fortalecimento da hotelaria. Um marco que antecede, em apenas um ano, outro aniversário igualmente significativo: os 60 anos da Embratur, em 2026 – seis décadas de contribuição e colaboração mútua para o desenvolvimento do turismo nacional.  

Criada em 1966, a Embratur encontrou na hotelnews, fundada em 1960, uma aliada estratégica na missão de consolidar a imagem do Brasil como destino turístico e fomentar a expansão da infraestrutura hoteleira pelo país. Desde os primeiros anos dessa trajetória, a parceria se materializou em iniciativas marcantes – como o Mini Jornal Embratur, espaço editorial fixo na revista entre 1966 e meados dos anos 1980, e o lançamento do Guia de Hotéis, em 1982.

Durante esse período, foi também nas páginas da hotelnews que circularam campanhas, matérias e anúncios que davam visibilidade aos programas de incentivo fiscal, à época apoiados pela Embratur, fundamentais para a construção de novos empreendimentos hoteleiros em diversas regiões do país.

Hoje, mais de 40 anos depois, essa relação se mantém viva, baseada em diálogo, confiança e no objetivo comum de fortalecer o turismo brasileiro. Em um momento emblemático, marcado pela proximidade dos 60 anos da instituição e pelo lançamento do Plano Brasis. 

Novo ciclo na promoção do Brasil 

O novo capítulo na história da Embratur começou a ser escrito com o lançamento de um plano de marketing internacional inédito, que alinha diversidade, sustentabilidade e inovação à nova imagem que o país deseja projetar ao mundo. 

Mais do que uma atualização, o Plano Brasis – estratégia de promoção internacional que substitui o tradicional Plano Aquarela, em vigor desde o início dos anos 2000 – marca uma virada na forma como o país pretende se posicionar no cenário global do turismo.

Marcelo Freixo

“O Plano Brasis representa um novo ciclo para a promoção internacional do Brasil, com um olhar ajustado aos desafios e oportunidades do século 21”, afirma o presidente da Embratur, Marcelo Freixo. Segundo o dirigente, embora o Plano Aquarela tenha sido uma iniciativa pioneira ao estabelecer uma estratégia nacional de promoção e criar a emblemática Marca Brasil, o mundo mudou,  e a imagem do país também precisa evoluir.

No centro da nova proposta está a projeção de um Brasil democrático, sustentável, plural e inovador. Um país que respeita seus biomas, valoriza sua diversidade cultural e promove experiências autênticas. “O Plano Brasis se diferencia por ser orientado por dados, segmentado por perfis de turistas e mercados prioritários, e ancorado em uma lógica de geração de negócios com impacto territorial. O turismo, além de lazer, é ferramenta de desenvolvimento social sustentável”, destaca Freixo.

Os números recentes demonstram o acerto da estratégia. Em 2024, o Brasil superou os recordes das Copas e Olimpíadas, recebendo 6,77 milhões de turistas internacionais e gerando US$7,3 bilhões em receitas, com 147 mil empregos criados. E os dados do primeiro quadrimestre de 2025 sinalizam que esse será mais um ano de alta histórica, com projeção de ultrapassar oito milhões de visitantes estrangeiros.

Esses avanços, segundo Freixo, são fruto da qualificação da gestão da Embratur, do fortalecimento da diplomacia brasileira e de parcerias com governos estaduais, companhias aéreas e o Sebrae. “Estamos trabalhando para ampliar a malha aérea internacional, regionalizar o desenvolvimento e garantir que mais destinos brasileiros estejam preparados para receber o turista estrangeiro”, explica. 

Um dos pilares do projeto é a criação de subplanos estaduais, integrados à estratégia nacional, para evitar ações dispersas e gerar sinergia. Além disso, há um forte investimento em inteligência de mercado e marketing digital, com foco em públicos específicos e em experiências que vão além do tradicional sol e praia.

“O Brasil tem um ativo incomparável: a nossa diversidade. Não apenas de paisagens, mas de culturas, ritmos, sabores e povos. Agora, estamos transformando essa diversidade em valor competitivo”, afirma Freixo. Ele cita segmentos, como o turismo de base comunitária, afroturismo, turismo indígena, gastronomia de origem e ecoturismo regenerativo como exemplos de uma nova abordagem que busca autenticidade com inteligência de mercado.

Outro ponto de atenção do novo plano é o fortalecimento da hotelaria nacional, que tem pontos muito fortes, como a hospitalidade, a criatividade na oferta de experiências e o protagonismo dos pequenos e médios empreendimentos. A Embratur tem atuado para apoiar a digitalização dessas empresas por meio do EmbraturLab, além de fomentar a qualificação profissional em parceria com o Sebrae. “Temos gargalos a enfrentar, como o atendimento multilíngue e a adaptação à cultura do viajante internacional, mas estamos avançando para garantir que a experiência do turista seja positiva do começo ao fim”, conclui.

Com o Plano Brasis, a Embratur aposta em uma visão moderna, estratégica e inclusiva da atividade turística. Um movimento que busca não apenas atrair mais visitantes, mas construir uma nova narrativa sobre o Brasil no mundo – mais conectada com os valores do presente e os desafios do futuro.

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