Três perguntas para Lívia Luci Garcia, do Copacabana Palace
Graduada em Administração de Empresas e Gestão Hoteleira pela renomada Escola Internacional de Gestão Hoteleira Les Roches, e em Operações Hoteleiras pelo Instituto de Ensino Superior Glion, ambos na Suíça, Lívia Luci Garcia foi nomeada recentemente a nova Rooms Division Manager do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.
A executiva, que já fazia parte da direção e do comitê executivo do hotel, sendo a mais jovem dentre os membros, passou a liderar as operações da Recepção, Concierge, Guest Relations, SPA, Guest Service e Housekeeping, reportando-se diretamente a Ulisses Marreiros, Area Managing Director da Belmond no Brasil.
Nesta entrevista, Lívia, que passou por experiências em diferentes cargos em hotéis de luxo no Canadá, Portugal e Brasil, fala um pouco sobre o novo desafio e sua visão sobre a projeção de mulheres em cargos de liderança.
1. Quais são as principais atribuições, os grandes desafios e a sua missão nessa nova posição?
Minhas principais responsabilidades como Rooms Division Manager envolvem liderar as operações da Recepção, Concierge, Guest Relations, SPA, Guest Service e Housekeeping. Enfrentamos desafios constantes na indústria hoteleira, a fim de garantir um serviço impecável, a satisfação do cliente e a resolução ágil de situações imprevistas. Minha missão é inspirar e desenvolver nossa equipe, possibilitar lideranças femininas e contribuir para o sucesso coletivo neste cenário fascinante da hospitalidade.
2. Quais os desafios da hotelaria de luxo no Brasil? O país está preparado para receber o turista de alto poder aquisitivo?
A hotelaria de luxo no Brasil enfrenta desafios como a necessidade de constantes inovações para atender às expectativas dos turistas de maior poder aquisitivo, aprimorar a infraestrutura e oferecer experiências exclusivas e personalizadas. Embora o país tenha avançado bastante nesse aspecto, ainda há oportunidades de melhoria na indústria hoteleira, em infraestrutura, serviços e promoção do turismo de luxo para melhor receber esse público exigente.
3. Como você vê o desenvolvimento das mulheres em cargos de liderança na hotelaria brasileira? O setor ainda é muito masculino? Isto está mudando?
Observo um progresso positivo no desenvolvimento das mulheres em cargos de liderança na hotelaria brasileira, mas há sempre espaço para avanços. Apesar do setor ter sido historicamente majoritariamente masculino, noto uma mudança gradual de mentalidade, com mais oportunidades sendo oferecidas às mulheres. Contudo, é essencial continuar promovendo a diversidade e a igualdade de oportunidades para todos de nossos clusters.
O que mais aprecio na hotelaria é a oportunidade de criar experiências memoráveis para os hóspedes e a constante busca por excelência. Acredito que a indústria hoteleira pode se beneficiar ainda mais da adoção de práticas sustentáveis e inovadoras, proporcionando não apenas serviços de alta qualidade, mas também contribuindo para um impacto positivo no meio ambiente e na comunidade local

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