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Workcation: unindo o útil ao agradável

Cresce o número de pessoas que trabalham remotamente e a hotelaria aproveita a demanda

No dia 5 de maio de 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou o fim da emergência de saúde pública da pandemia da Covid-19 – pouco mais de três anos após o seu início. Além das inúmeras mortes em todo o mundo, a crise sanitária deixou muitas sequelas em todos os setores da economia global e também na saúde mental das pessoas.

Com a necessidade do distanciamento social, muitos estabelecimentos foram obrigados a atuar remotamente, o que acabou desenvolvendo um bom nicho para o turismo: o Workcation. Definido como uma evolução do Bleisure, termo em inglês que mistura business (negócios) e leisure (lazer) – quando um profissional viaja a negócios e estende sua estada para aproveitar o destino -, o Workcation, que associa as palavras work (trabalho) + vacation (férias) – combina as férias tradicionais com o trabalho remoto.

“O conceito de Workcation está mais associado à lógica dos nômades digitais, então, pessoas que têm a possibilidade de trabalhar de forma remota escolhem um destino para passar uma temporada, seja um período de curto, médio ou até mesmo de longo prazo, mas que permita que usufruam de férias no local”, explica Carolina Sass de Haro, diretora da Mapie Consultoria. “Já o Bleisure vem de uma viagem de negócios que já seria feita e que o profissional aproveita para conhecer alguma coisa do destino”.

De acordo com uma pesquisa da Booking.com realizada em janeiro e fevereiro de 2023 com 42.513 viajantes de 33 países, 57% dos entrevistados brasileiros relataram que realizaram uma viagem na modalidade Workcation em 2022. Além disso, 34% dos que não fizeram estariam interessados em trabalhar remotamente em uma viagem no futuro. Já um estudo da Harvard Business School acrescentou que um em cada três entrevistados sentiu melhora na performance e na qualidade de vida após começar a trabalhar fora do escritório.

O Hostel da Vila, localizado em Ilhabela, município do litoral Norte de São Paulo, foi um dos que viu o movimento aumentar durante a pandemia. Felipe Gamba, cofundador do empreendimento, conta que antes da crise sanitária a cidade não tinha boa estrutura de internet e que a fibra ótica chegou nesse período, o que foi muito interessante para o hostel. “Quando os estabelecimentos puderam reabrir, muitas pessoas passaram a trabalhar de forma remota, o que elevou o número de hóspedes e de usuários do nosso espaço de coworking

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