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Turismo de negócios e eventos norteiam segundo dia do Congresso Brasileiro de C&VBx

A empresária Elis Ferraz, criadora do método acelerador de resultados, que apresenta sugestões de mudanças de comportamento para foco em resultados, foi a primeira a se apresentar no segundo dia do 14o Congresso Brasileiro de C&VBx, realizado nos dias 13 e 14 de março no auditório da sede da Confederação Nacional do Comercio Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro.

Segundo a profissional, os pontos centrais para conquistar o sucesso são foco e auto-gestão, sendo que não se deve terceirizar culpas e pensar em estar preparado para soluções. “Se você não tem um milhão de dólares em sua conta é porque você não é capacitado para tal. Fácil é!”, disse a consultora.

O painel Perspectivas para o Turismo de Eventos e Negócios, mediado por Marisa Cardoso, coordenadora de Turismo do Sebrae-RJ; e com a participação de Fátima Facuri, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Eventos (ABEOC); teve como objetivo alertar para um antigo pleito: a união.

Segundo as executivas, os eventos precisam contar com todos os atores envolvidos contaminados para que se atinja o sucesso pleno. Elas lembraram também que as ferramentas digitais não substituirão o evento presencial e, sim, pode ser uma importante ferramenta para torná-los híbridos.

Já o André Coelho, economista da Fundação Getúlio Vargas (FVG), aponta que no cenário econômico brasileiro e global há oportunidades para o turismo nacional e com a previsão do dólar estabilizar em menos de R$5, ainda caro, pode sedimentar esse momento.

Ele lembrou também que a autonomia do consumidor pode ser uma oportunidade de negócio para o turismo nacional, a compra digital-virtual. Fatima Facuri enfatizou que a promoção do Brasil no exterior ainda é falha e que há limitações para trazer produtos para promover em feiras e eventos.   

A tarde do segundo dia foi tomada pelo debate: Entre a crise e as oportunidades: perspectivas econômicas para o turismo brasileiro. Moderada pelo professor Carlos Alberto Lidizia Soares, coordenador do Curso de Turismo da Universidade Federal Fluminense (UFF), e com a participação do professor João Evangelista Dias Monteiro (UFF), mostrou números da competitividade internacional do Brasil. Confira:

  • 89a posição como ambiente favorável 
  • 102a posição como políticas do Turismo e viagens em condições favoráveis
  • 67a posição em infraestrutura
  • 6a em recursos naturais e culturais 

Já o turismo doméstico representa 94% dos gastos dos viajantes e o setor de lazer, com US$ 45,7 bilhões, contribui com 88% dos gastos contra apenas US$ 6,02 bilhões dos gastos dos turistas corporativos.

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