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Turismo de medicina deve movimentar US$ 250 bilhões até 2032

Imagem de Freepik

A Hospitalar 2026, realizada entre os dias 19 e 22 de maio em São Paulo, registrou um fluxo intenso de visitantes, impulsionado por um cenário otimista para parcerias estratégicas e novos investimentos. Durante o evento, a Associação Brasileira de Turismo de Saúde e Bem-Estar (ABTSB) e a SP Negócios – agência oficial de promoção de investimentos da cidade de São Paulo – apresentaram o panorama: O Turismo de Saúde no Brasil: onde estamos e para onde vamos.

De acordo com o estudo, o mercado global do Turismo de Medicina movimenta hoje cerca de US$ 66 bilhões. A expectativa é de um crescimento exponencial, podendo atingir US$ 250 bilhões até 2032. Neste cenário, o Brasil possui diferenciais estratégicos que o posicionam como um forte competidor globa.

  • Excelência clínica com médicos e hospitais com padrões internacionais de qualidade e alta complexidade.
  • Eficiência de custo: procedimentos no Brasil chegam a ser até seis vezes mais baratos que nos Estados Unidos, mantendo a mesma qualidade.
  • Experiência e acolhimento: diferencial no atendimento humanizado e na logística integrada de recuperação.

A missão da ABTSB é promover o desenvolvimento do turismo de saúde e bem-estar no Brasil, integrando diversos setores que hoje atuam de forma isolada dentro de um ecossistema que abrange: médicos, hospitais, clínicas e centros de saúde; hotéis, resorts, spas e o setor de alimentação; e operadoras de turismo, agências, intermediadores e profissionais de bem-estar. “O objetivo é projetar o Brasil no cenário internacional como uma referência global pela qualidade de seus serviços e infraestrutura”, afirmou Larissa Bittencourt Vilela, presidente da ABTSB. 

O Papel da SP Negócios

Durante o painel, a SP Negócios apresentou o embasamento técnico e estatístico necessário para validar o potencial de R$ 62,9 bilhões gerados pelo turismo de saúde anualmente no país, transformando a percepção do setor de uma área assistencial para um motor econômico vital para a capital paulista.

De acordo com Bárbara Brilhante, gerente operacional da SP Negócios, embora o bem-estar do paciente seja o objetivo final da saúde, o setor deve ser analisado como um negócio estratégico. “O turismo de saúde é visto como um ecossistema que gera faturamento e renda significativos para o município”, aponta a gestora. Neste cenário, o foco da SP Negócios é entender o impacto econômico real gerado pelas pessoas que se deslocam para São Paulo especificamente para realizar tratamentos médicos.

Para isso, a agência realizou um levantamento inédito de dados na capital paulista, sendo apontada como a primeira cidade a realizar um mapeamento profundo e sistemático do setor privado de saúde para fins de fomento ao turismo. Daí nasceu uma parceria estratégica: a conexão entre a ABTSB e a SP Negócios para transformar dados em estratégias de mercado.

Turismo de capacitação

A capacitação profissional como produto turístico é um dos escopos de trabalho da associação. O ‘Turismo de Capacitação’ foca em atrair profissionais de todo o mundo que buscam aprender técnicas avançadas desenvolvidas por médicos e instituições brasileiras. De acordo com a associação, esse modelo deve criar uma cadeia de fornecedores certificados que visa beneficiar não apenas médicos, mas toda a linha de frente, incluindo enfermeiros e instrumentadores.

“Uma visão é compartilhada por grandes ecossistemas hospitalares do país, como Sírio-Libanês, Albert Einstein e Rede D’Or, que já possuem foco intenso em capacitação”, explicou Emerson da Silva, diretor de Facilities da Associação Brasileira de Turismo de Saúde e Bem-Estar.

Para o profissional, o turismo de saúde não se limita apenas ao paciente em busca de tratamento, mas também engloba um vasto mercado de intercâmbio técnico e educacional. “A ABTSB posiciona-se como a entidade responsável por integrar essas frentes e promover o Brasil como um hub de conhecimento médico global”.

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