Entrevistas
Três perguntas para Mari Grobério, do Da Graça Hotel

Localizado a apenas cinco minutos do famoso Quadrado de Trancoso, na Bahia, o Da Graça Hotel surgiu do desejo de três mulheres de “hospedar do nosso jeito”. A arquiteta nativa Mari Grobério, a irmã, a chef Maria Luiza (que assina o cardápio do café da manhã e do restaurante, a ser inaugurado ainda esse ano); e a mãe Luze Capichaba, artesã local, são as responsáveis por dar vida à hospedagem de charme, aberta em abril deste ano.

Uma homenagem à matriarca da família, dona Maria das Graças, o Da Graça Hotel oferece 11 suítes distribuídas em três categorias: Master com Piscina (todas privativas), Master com banheira de imersão e Doubles. As acomodações possuem decoração com curadoria de Mari, com peças de barro e madeira produzidas pelas mãos de artesãos locais, refletindo a cultura da Vila.

Foto de Luri Poletti

Entre os destaques da propriedade estão a piscina de 15m revestida em pedra mineira (São Tomé Verde), cercada por um deck de pinus tratado e árvores nativas, que garante privacidade ao entorno. Para os que buscam experiências mais intimistas, há casas exclusivas, equipadas e com mesma curadoria arquitetônica, oferecendo espaços aconchegantes com piscina, jardins e até SPA aquecido, a depender da escolha. Todas oferecem serviço de concierge e camareira diariamente.

Nesta entrevista, Mari Grobério conta um pouco mais sobre a história e o conceito do hotel, que era uma pousada desativada e foi totalmente reconstruída. “Sabemos que o turismo no Brasil tem um potencial muito grande e Trancoso ainda mais. Somos daqui e ainda não tínhamos entrado neste ramo, assim, aproveitamos a oportunidade da compra dessa antiga pousada. Tudo favoreceu”.

1. Como vocês definem o conceito do hotel? O que destacam na estrutura e nos serviços?

Não temos um conceito definido. Somos uma família e queremos receber bem. Esperamos que o hóspede desfrute do nosso conforto, do bom banho e da amorosidade que o povo baiano tem. Estamos em um espaço ímpar, no centro de Trancoso, ao lado do Quadrado, e totalmente cercado de natureza onde o silêncio só é quebrado com os cantos dos pássaros.

Temos um grande estacionamento, restaurante, piscinas e um salão de festas com proteção acústica. Nossas suítes são privativas e atendem a diferentes tipos de público com suas mais diversas configurações. A comida é caseira com um toque nordestino e ingredientes frescos. A ideia é que o hóspede sinta-se na Bahia com o melhor que Trancoso tem a oferecer.

2. Qual o público alvo do hotel? Acredita que perfil e as exigências mudaram após pandemia?

Basta ter boas energias, esse é o nosso público alvo. Queremos receber bem quem busque se reenergizar, fugir do caos, dormir com tranquilidade, “ficar de boa”. Estamos de portas abertas para mostrar a delícia que é estar em Trancoso. Com a pandemia as pessoas se tornaram mais exigentes com os padrões de higienização dos ambientes. Como nascemos com ela em andamento, estamos seguindo os mais altos padrões de higiene e sempre investindo em treinamento de colaboradores.

3 – Como é operar um hotel em um dos destinos mais desejados do Brasil? Apesar do glamour, quais as grande dificuldade e entraves de Trancoso?

Somos privilegiados, pois trabalhar com turismo em Trancoso é muito prazeroso e ao mesmo tempo um grande desafio. Temos muitas opções para o turista: praias, restaurante, passeios, etc. Em contrapartida, enfrentamos também as dificuldades de um pequeno vilarejo baiano, como falta de mão de obra qualificada, estradas deterioradas, serviços básicos precários e esquecimento do poder público.

Foto de abertura – Crédito Luri Poletti

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