Transamérica SP volta ao portfólio da Worldhotels
O Transamérica São Paulo é o mais novo hotel brasileiro integrado ao sistema global da Worldhotels. O acordo foi firmado esta semana após um ano de negociações que, a rigor, marcam a retomada de uma parceria interrompida por treze anos. Com a adesão do hotel novamente ao portfólio da Worldhotels sobe para cinco os negócios fechados no País somente no último ano. Os outros quatro envolvem unidades da cadeia Othon.
Fundada há 40 anos e posicionada entre os maiores grupo de hotéis independentes do mundo, a Worldhotels iniciou um novo capítulo em 2008, com sua inserção e a de outras três grandes empresas – Trust, Nexus e IFG – sob o guarda chuva da IHS (International Hotel Services), que dessa maneira tornou-se o único grupo hoteleiro a oferecer, simultaneamente, serviços de distribuição, vendas, marketing e outros serviços relacionados, como treinamento de equipes e programas envolvendo ações de cliente misterioso, entre outros.
Segundo o diretor da rede Transamérica, Claudio Bonuccelli, o acordo está inicialmente restrito ao Transamérica São Paulo mas não está descartada a hipótese de estendê-lo às demais unidades da rede, a exemplo do que fez o Othon. “Tudo dependerá dos resultados. A meta é recuperar o posicionamento que já tivemos no passado junto ao mercado internacional. Há dez anos esse público já representou de 5% a 6% da nossa ocupação, hoje não passa de 3%”, disse o diretor, que quer atrair principalmente norte-americanos, onde a Worldhotels tem grande presença e força de distribuição.
Em todo o mundo o sistema já filiou 450 hotéis em 65 países. “A expertise no trabalho dos canais de distribuição é incrível e a força nos GDSs e e-commerce, por exemplo, é incontestável”, conta Gabriela Otto, que há um ano assumiu a diretoria de Desenvolvimento Hoteleiro e de Serviços da Worldhotels na América Latina. “Não carregamos conosco apenas um selo, mas todo um conjunto de ferramentas de gestão de vendas, distribuição, revenue management, marketing e e-commerce capaz de conectar qualquer hotel independente com o mundo e torná-lo tão competitivo quanto o de qualquer grande rede internacional e sem que para isso ele tenha que perder a sua marca ou identidade própria”, completa o vice-presidente da área, Gregory Habbeb, que também aproveitou a vinda ao Brasil para participar da Feira das Américas, no Rio de Janeiro, e estudar o mercado brasileiro.
“Este é o melhor momento para o Brasil. O setor hoteleiro está em franca expansão, com novas aberturas, ampliações e retrofits que vão colocar este destino em um novo patamar, mas sem um sistema amplo de distribuição fora do País a demanda internacional continuará reprimida”, explica Habbeb, lembrando que muitos hotéis sequer estão dentro dos GDSs tradicionais, o que os limita à demanda doméstica e os tornam mais suscetíveis às baixas motivadas pela sazonalidade ou instabilidades econômicas. “Temos 32 escritórios de apoio cobrindo os 65 destinos onde temos representação, o que nos dá a flexibilidade necessária para que tenhamos sempre o produto mais adequado para cada demanda de mercado”, conclui Habbeb.
Segundo o vice-presidente, há pelos menos cinco novos possíveis parceiros em fase de análise e a meta é concretizar pelo menos 15 contratos no prazo máximo de um ano. Dentro do programa de expansão previsto para a América Latina as maiores apostas da Worldhotels, segundo os executivos, continuam sobre o Brasil.



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