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The Peninsula estreia em Paris

Inaugurado em agosto do ano passado, empreendimento é o primeiro hotel do grupo na Europa

POR ALESSANDRA LEITE

No elegante 16º distrito, a poucos passos do Arco do Triunfo e da avenida Champs Elysées, o The Peninsula Paris chama a atenção pela suntuosidade de sua construção – um verdadeiro palácio parisiense. Ocupa um edifício histórico construído em 1908 para ser um dos grande hotéis da época, o Majestic, que testemunhou as transformações culturais e intelectuais durante a ‘Belle Époque’. Após a Segunda Guerra Mundial o hotel foi convertido em sede da Unesco e, em 1958, se tornou o centro de conferências do Ministério das Relações Exteriores.

Em 2009, a Katara Hospitality, empresa proprietária e operadora de hotéis com sede no Qatar; e a The Hongkong and Shanghai Hotels (HSH), detentora da marca The Peninsula Hotels; compraram a propriedade para transformá-la no primeiro hotel do grupo na Europa.  Na aquisição do imóvel e na extensiva obra de restauração foram investidos aproximadamente 850 milhões de euros.

Com o objetivo de preservar a autenticidade, o prédio foi meticulosamente restaurado e trouxe de volta elementos originais da decoração que estavam muito danificados, como pinturas, mosaicos, revestimentos em ouro e painéis de madeira. Durante os quatro anos de obras participaram algumas empresas familiares especializadas em restauração mais reverenciadas da França, que já trabalharam no Louvre e no Palácio de Versailles. O processo de modernização também incluiu a escavação do subsolo para abrigar spa, piscina, fitness center, além do estacionamento.

Arte

Uma coleção de obras de arte contemporâneas, em contraste com o interior clássico, complementam a transformação e refletem a elegância do empreendimento. Ao chegar ao The Peninsula Paris pela entrada situada na Avenue Portugais, o hóspede é envolvido pelo grandioso lobby onde a instalação Dancing Leaves, do ateliê tcheco Lasvit, chama atenção pela sua delicadeza. A cascata de 800 peças de vidro soprado, que desliza do teto ao chão, é uma referência às árvores que cobrem a Avenue Kléber. Outras obras, como a escultura Moon River, do espanhol Xavier Corberó; e o painel de fibra ótica com imagem impressa em náilon, localizado na entrada do restaurante LiLi, também ganham destaque.

Entre as marcas registradas do grupo The Peninsula Hotels estão os mensageiros de uniforme branco, a tecnologia avançada disponível nos apartamentos, a frota de Rolls-Royce para tranfers, além do The Lobby – restaurante presente em todos os hotéis da rede onde é servido o tradicional chá da tarde. Localizado na entrada principal do hotel, pela Avenue Kléber, o espaço tem pinturas e detalhes folheados a ouro que reproduzem o esplendor da ‘Belle Époque’, enquanto o mobiliário contemporâneo dá um toque moderno.

Inspirado na aviação, o L’Oiseau Blanc leva esse nome em homenagem ao primeiro avião que tentou sem sucesso a travessia do Atlântico. Situado na cobertura e com vista para a cidade e seus monumentos icônicos, o restaurante oferece uma releitura dos pratos tradicionais franceses em seu cardápio.

Já a herança chinesa do grupo hoteleiro está presente tanto na decoração quanto no menu do restaurante Lili, que traz para a cidade a autêntica cozinha cantonesa, incluindo os famosos ‘dim sum’ e ‘pato laqueado’. Enquanto isso, a madeira escura que reveste as paredes e os sofás de veludo e couro cria uma atmosfera sofisticada no Bar Kléber e no discreto lounge anexo, reservado para os amantes de charutos.

Tecnologia

Com predominância de tons de areia e cinza, e móveis em madeira, os 200 apartamentos, incluindo 34 suítes, reiteram a simplicidade e elegância do grupo. Além de espaçosos, são equipados com o que há de mais moderno em tecnologia e conforto. Começando pelo tablet customizado que controla luzes, cortinas, temperatura, televisão e música, além de disponibilizar informações sobre os pontos turísticos de Paris, dos serviços do hotel e dos menus de seus restaurantes. Tudo isto em 11 idiomas, incluindo o português. Tanto o frigobar quanto as chamadas nacionais e internacionais, através do sistema VoIP, são cortesia.

Todos os quartos possuem closet com o ‘Service Box Valet’, uma caixa em que o hóspede pode colocar as roupas para a lavanderia, os sapatos para limpar e também recolher o jornal toda manhã. Isto tudo sem quem ninguém o veja. Outros detalhes que não passam despercebidos são o secador de unha e uma bandeja para joias dentro do cofre.

Atualmente, o grupo The Peninsula Hotels administra 10 unidades, sendo seis na Ásia, três nos Estados Unidos e uma na Europa, somando mais de 3,2 mil quartos. Foi criado em 1958 com a abertura da propriedade flagship da marca, o The Peninsula Hong Kong. Está prevista a inauguração de mais dois hotéis nos próximos três anos, em Londres (Reino Unido) e Rangum (Mianmar).

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