Segurança do hóspede
Investir em equipamentos, pessoas e processos é fundamental
Um dos pontos de maior preocupação dos turistas do mundo todo, a segurança é quesito que influencia diretamente na escolha de um destino e também dos serviços contratados durante a jornada do cliente, incluindo a hospedagem. Entre os delitos praticados dentro de hotéis, o mais comum é o furto de pertences pessoais – malas, bolsas, celulares, carteiras e notebooks.
Normalmente, ocorre nas áreas comuns do estabelecimento, como lobby, recepção, espaço de eventos, restaurantes, mas também pode acontecer dentro dos quartos. É frequente também a ocorrência de acesso não autorizado em áreas restritas, casos de assédio sexual ou outro comportamento inadequado, além de atividades ilegais, como tráfico de drogas e prostituição.
Para promover um ambiente que assegure a integridade física e patrimonial dos visitantes, os gestores precisam fortalecer o tripé de recursos disponíveis – Tecnologia, Pessoas e Procedimentos -, como explica o especialista em gestão de riscos e crise, Otávio Novo, da NOVO8. “Para cada um dos problemas que possam ocorrer nas dependências de um hotel, as três frentes mencionadas devem ser desenvolvidas com o intuito de prevenir o risco, bem como minimizar os impactos diante das ocorrências”.
Tecnologia
No que tange à tecnologia, o uso de fechaduras eletrônicas nas portas dos quartos, a identificação do usuário por rádio frequência (RFID) em cartões e pulseiras, e os sistemas de monitoramento via Circuito Fechado de TV (CFTV) são os mais comumente encontrados. “Há também o Vídeo Analítico, que possui funcionalidades inteligentes e identifica automaticamente situações de risco”, explica Novo.
Esta tecnologia funciona por meio de um algoritmo programado para reconhecer imagens específicas e movimentos. É como se ele fosse o cérebro, que entende o que está acontecendo, enquanto o olho (câmera) apenas capta a imagem. “Eles podem, inclusive, disparar algum tipo de alerta, fazendo com que o risco seja rapidamente reconhecido e tratado de forma adequada”.
De acordo com Marcus Bassetti, diretor comercial do grupo ASSA ABLOY Brasil, a segurança deve ser feita em camadas e precisa ser analisada desde os primeiros acessos, com início na entrada do estacionamento. “Há sistemas de controle nas cancelas, por exemplo, que atuam com bloqueios em casos de necessidade. Para uma segurança ainda mais robusta, é possível a aplicação de garras de tigre e bollards, que impedem a invasão ou evasão de automóveis. Todos esses elementos podem ser gerenciados por software próprio”.
Já no lobby, as portas automáticas podem inibir a abordagem criminosa, principalmente, quando considerado o modelo giratório, que oferece conforto, segurança e possui um bom design para alto fluxo, conforme explica o Bassetti. “Podemos indicar, ainda, a utilização de catracas em conjunto com o controle de acesso feito por meio de crachás, reconhecimento facial ou biometria”, lista o executivo. “Para locais que precisam ser enclausurados, como salas de controle e de cofre, é importante garantir portas de segurança”.
Leia a matéria completa na edição 426

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