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Segundo pesquisa inédita, pequenos negócios apostam em energia solar para reduzir custos

Um estudo inédito feita pelo Centro Sebrae de Sustentabilidade, em parceira com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e a Fundação Seade, revelou que mais da metade dos donos de micro e pequenas empresas tem interesse em investir em energias renováveis, entre elas a energia solar fotovoltaica.

De acordo com a pesquisa nacional sobre Energia Solar Fotovoltaica e os Pequenos Negócios, como foi denominada, 60% dos empresários de pequeno porte pretende aplicar recursos em energias renováveis, sendo que destes, 47,5% querem investir na energia solar.

Já entre os empresários que já utilizam esse tipo de fonte energética, 83,9% reduziram os gastos com energia elétrica. No geral, quase todos (96%) já identificaram resultados positivos do investimento.

Do total de entrevistados, porém, apenas 0,1% das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte instalaram o sistema de geração distribuída fotovoltaica. Desses, mais da metade (51,3%) precisaram investir recursos próprios na implantação e 8 em cada 10 não receberam nenhum incentivo fiscal para isso.

Na visão de Suênia Sousa, gerente do Centro Sebrae de Sustentabilidade, o número de pequenos e microempresários usuários da energia solar tende a aumentar com o tempo. “O movimento das Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) de adesão à tecnologia solar ainda é recente e incipiente, porém tende a crescer rapidamente em decorrência da redução dos custos de equipamentos, instalação e manutenção dos sistemas”.

Já para o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, a pesquisa mostra claramente que é preciso desenvolver políticas públicas para aumentar o uso dessa fonte renovável. “A fonte solar fotovoltaica pode ser uma importante aliada para a redução de custos, o ganho de competitividade e o desenvolvimento sustentável das micro e pequenas empresas, que, na prática, são a locomotiva econômica e social do País”.

Foram entrevistados 3.199 empresários de Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) de todas as unidades da federação e atuantes nos quatro setores produtivos: agropecuária, indústria de transformação, comércio e serviços. As entrevistas foram feitas por telefone entre os dias 14 de maio e 15 de julho de 2019. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

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