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Samba Hotéis projeta receita recorde e amplia uso de IA na operação

Guilherme Castro, CEO da Samba e da Bossa Nova Hotéis (Márcio Diniz/Hotelnews)

A Samba Hotéis chega à segunda participação na Equipotel com uma operação maior do que a apresentada na edição anterior. A rede administra atualmente cerca de 20 hotéis e prevê encerrar 2026 com receita entre R$ 85 milhões e R$ 88 milhões, considerando o resultado das unidades. Segundo Guilherme Castro, CEO da Samba e da Bossa Nova Hotéis, o valor representará o melhor ano da empresa em receita e em resultado.

A feira também serve como ponto de contato para novos negócios e para a aproximação com proprietários dos empreendimentos administrados pela companhia. Na edição de 2025, Castro afirma que a empresa teve um número relevante de reuniões e oportunidades. A participação deste ano mantém essa estratégia, em um momento em que a rede amplia a presença em diferentes mercados.

Para 2026, a Rede Samba tem duas novas operações previstas, uma em Pernambuco e outra em outro Estado ainda não divulgado pela companhia. As duas serão mudanças de bandeira e estão em fase final de negociação e implantação. A expectativa é concluir o ano com os novos empreendimentos incorporados à operação.

O crescimento, porém, não está relacionado apenas à entrada de novos hotéis. Castro destaca a maturação de unidades que começaram a ser administradas recentemente e passaram a apresentar resultados mais consistentes ao longo deste ano. Entre os exemplos citados pelo executivo estão um hotel em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, e operações no Espírito Santo, onde a Samba já administra três empreendimentos.

Esse processo de maturação ajudou a empresa a apresentar números positivos mesmo diante de um cenário marcado por diferentes fatores externos. Segundo Castro, entre janeiro e abril de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior, os resultados da rede mostraram crescimento. A estratégia, diz o executivo, também envolveu mudanças de processos e ajustes na cadeia de fornecedores para reduzir o impacto da inflação sobre a operação.

Tecnologia passa a fazer parte da operação

Além da expansão física, a Rede Samba Hotéis está estruturando uma área própria de tecnologia. O departamento foi criado para desenvolver ferramentas de análise e acompanhar processos internos, enquanto o suporte de tecnologia permanece em uma estrutura terceirizada.

Um dos pilares desse movimento é o uso de dados. A empresa vem desenvolvendo painéis no Power BI e implantando agentes de inteligência artificial para diferentes áreas. As ferramentas são utilizadas em análises de negócios e em processos financeiros e operacionais.

A inteligência artificial também começa a ser aplicada em recursos humanos. A Samba criou um agente que reúne informações sobre os processos da empresa e pode ser consultado pelos colaboradores para dúvidas relacionadas às rotinas administrativas e operacionais. Entre os exemplos citados por Castro estão orientações sobre procedimentos de check-in e check-out e outras tarefas internas.

O investimento em tecnologia deve ganhar espaço nos próximos anos. Castro estima que entre 8% e 10% dos recursos da empresa devam ser direcionados para tecnologia, considerando o conjunto dos projetos e não exclusivamente aplicações de inteligência artificial.

A companhia também criou projetos internos para diferentes departamentos, com a intenção de testar soluções e medir os ganhos de eficiência antes de ampliar sua utilização. Parte dos desenvolvimentos é feita internamente e outra parte conta com empresas parceiras.

A preparação da equipe também acompanha esse movimento. O diretor de tecnologia da Samba concluiu recentemente uma pós-graduação remota em tecnologia e inteligência artificial pelo MIT, segundo Castro. A formação faz parte do esforço da empresa para ampliar o conhecimento interno sobre as novas ferramentas.

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