De acordo com notícia divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo desta segunda-feira (27), metade do parque do Anhembi (220 mil metros quadrados) pode ser privatizada pelo governo. Com a iniciativa, a prefeitura espera que a arrecadação seja de R$ 1,5 bilhão, no mínimo.
A matéria diz que a prefeitura vai lançar esta semana um chamamento para que os interessados apresentem propostas, o que pode demorar até um ano para ser concluído. Em troca do direito de exploração, a empresa escolhida deverá modernizar os espaços e construir novos edifícios, incluindo um hotel padrão internacional, um edifício garagem com espaço para escritórios e uma interligação do centro de exposições com o metrô Tietê.
“Nesse caso, a Spturis fica sócia de um novo investidor e usa os dividendos dessa sociedade para investir realmente na promoção do turismo de São Paulo”, defendeu o secretário de Turismo e presidente da SPturis, Wilson Martins Poit, em entrevista para a repórter Cátia Seabra Trânsito, da Folha.
Em nota oficial publicada pela SPTuris, a empresa nega as informações da Folha de São Paulo alegando que não há intenção de privatizar o Anhembi e que não haverá ‘aluguel’ no valor de R$ 1,5 bilhão. Confira a nota na íntegra:
Nota de Esclarecimento – Anhembi
A Prefeitura de São Paulo esclarece que a reportagem “Haddad vai privatizar Anhembi”, publicada hoje na Folha de S.Paulo (A1 e B7, 27/04/2015) está errada.
Não existe a intenção de privatizar o Anhembi. A informação correta é que a SPTuris (empresa de turismo e eventos ligada à Prefeitura e responsável pela administração do Anhembi) fará um chamamento público por projetos de parceria (PPP) que economizem recursos públicos ao mesmo tempo em que proporcionem as necessárias modernização, otimização, expansão e manutenção do Anhembi.
Está errada também a interpretação de que haverá um “aluguel” por R$ 1,5 bilhão. Esse valor é uma estimativa relativa ao terreno do Anhembi, baseado no valor do metro quadrado na região – o valor total do Anhembi, incluindo sua forte marca e seus ativos, é muito superior a isso.
Além disso, o modelo da futura parceria ainda não está definido – poderá ser uma concessão, sociedade ou outro tipo de PPP. O chamamento é para apresentação de projetos e soluções, mas caberá à Prefeitura modelar, regular e dispor sobre os termos e condições da parceria e da execução dos serviços. O modelo de “edifício-garagem” e interligação por monotrilho são, por enquanto, sugestões.

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