O FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil – realiza nesta quarta-feira, 23, em São Paulo (SP), o XVII Encontro Comercial FOHB. O segundo painel do dia teve como tema “O papel de cada player na conectividade” e contou com a presença de Carlos Prado, presidente da Tour House e vice-presidente da Abracorp; Marcos Fernando, diretor-presidente da B2B Reserv@s; Claudio Cordeiro, head do segmento de Hospitality da TOTVS; e Marina Julio, gerente de Revenue Management da rede Atlantica Hotels. O debate foi mediado por Gustavo Syllos, diretor de Vendas e Marketing da Costa do Sauípe.
Durante o painel, os participantes discutiram a conectividade. “É aquela questão das prateleiras. Antes tínhamos que estar em todas, mas agora devemos escolher”, disse Marina Julio. “Entramos atrasados no mundo da conectividade e devemos usar nossa energia para utilizá-la”, completou.
A executiva também declarou que é importante ter todas as contas integradas. “Chega de tarifa fixa. Mas, até chegarmos nesse momento, todas as contas precisam estar alinhadas. Como a empresa vai planejar o bugdet dela, se os preços mudam a cada momento?”, disse Marina.
Durante o painel, Carlos Prado disse que deveria haver o fim dos acordos corporativos, o que causou uma reação na plateia. “Eu acho que vocês deveriam cortar todos os acordos corporativos que vocês têm com as empresas. Por que nós temos que dar um desconto linear durante o ano se pudermos cobrar um pouquinho mais sobre aquele quarto?”, declarou. “É razoável para a sustentabilidade do nosso negócio. Vocês perdem a possibilidade de ganhar mais quando o hotel está cheio”, completou.
Marcos Fernando, da B2b, concorda em partes com a declaração de Carlos Prado. “Eu acho que os acordos vão continuar existindo, mas eles precisam ser repensados”, disse.
No final, os participantes discutiram sobre como a conectividade pode melhorar o relacionamento entre as empresas de diversos ramos. Um dos temas levantados foi o fim do faturamento em hotéis. “Faturar conta de hotel é algo do século passado. É improdutivo, não gera riqueza. Eu me sinto incapaz por não conseguir mudar isso”, disse. “Eu parabenizo o ibis, pois eles não faturam”, disse Carlos Prado.
Claudio Cordeiro falou sobre a relação entre tecnologia e informação. “Quanto mais automatizado, melhor a produtividade. Mas é preciso gerenciar a informação de forma correta e isso não é feito pelo sistema e sim pela gerência”, disse . “A tecnologia faz isso, automatizando e gerando mais informação e mais rápido”, completou.
Para Marina, as empresas ainda gastam muito tempo tentando filtrar as informações mais relevantes. “O papel fundamental será quando conseguiremos fazer isso mais rápido, que a gente receba somente o que é relevante”.
Para Marcos Fernando, é importante repensar alguns modelos de negócios e de processos de trabalho. “Precisamos rever alguns processos. Não adianta usar toda essa conectividade para fazer velhos negócios”, afirmou.
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