O FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil – realiza nesta quarta-feira, 23, em São Paulo (SP), o XVII Encontro Comercial FOHB. Com o tema “Facilidades e tendências na era da conectividade”, o evento irá promover palestras centradas na conectividade. A primeira do dia, “Hospitalidade na era digital”, foi promovida por Ricardo Pomeranz, da Rapp Brasil e do site Transformação Digital.
“Há 20 anos, as empresas entravam em nossas casas através da propaganda na televisão”, explicou Pomeranz. “Mas, hoje em dia, de acordo com o Google, as empresas precisam seguir o ZMOT – Zero Moment of Truth”, disse.
O primeiro momento da verdade é a escolha e o segundo, quando o consumidor utiliza o produto. Mas antes, ele pesquisa na internet. “99% das pessoas que vão viajar consultam a internet antes. Se você quer fazer negócio, é preciso estar na internet”, disse. Essa estatística é referente às viagens de lazer, mas o corporativo se comporta praticamente da mesma forma.
Segundo Pomeranz, as empresas que quiserem atrair o público corporativo também precisam investir nas redes sociais, principalmente no Linkedin e no Facebook.
O palestrante também comentou sobre a presença das redes no Google. “Antes de vir para cá eu fiz uma pesquisa e coloquei redes hoteleiras de luxo em São Paulo. Os primeiros resultados foram de OTAs. E isso é um problema”, disse. Segundo Pomeranz, é imprescindível que os sites apareçam na primeira página do Google, de preferência entre os primeiros lugares.
Pomeranz falou sobre a importância de ter um site. Ele sublinhou que não basta ter um portal, é necessário estimular o cliente, mostrar todos os pontos altos do empreendimento e diferenciais. E isso não inclui dizer que tem piscina, por exemplo. “O hotel precisa ter emoção, experiência, pessoas”, disse.
Outro ponto que precisa ser utilizado corretamente são as redes sociais. Pomeranz deu o exemplo do empreendimento Union Street Guest House, em Nova York. Um casal realizou sua festa de casamento no local, não gostou do serviço e fez uma crítica no site Yelp. O hotel entrou em contato com eles e disse que, caso a avaliação não fosse tirada do ar, eles iriam reter os US$500 que eles haviam deixado de caução. Resultado: eles publicaram uma nova crítica, que viralizou e o hotel recebeu cerca de 3 mil comentários negativos. Atualmente, o empreendimento está fechado.

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