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Painel debate a economia colaborativa e o corporativo

A Associação Brasileira de Resorts (ABR) e a Skal realizam nesta quinta-feira, 1, no Tivoli Mofarrej São Paulo a primeira edição do evento Turismo Digital. Na ocasião, palestrantes discutem o tema Economias Colaborativas. O segundo painel do dia teve como tema “Economia colaborativa e o corporativo” e contou com a mediação de Ana Luiza Masagrão, do Royal Palm Hotéis & Resorts, Patrícia Thomas, da Academia de Viagens, Manuel Gama, do FOHB, e Marcel Frigeira, da IBM.

Para Ana Luiza, o corporativo também deve entrar nessa tendência da economia colaborativa. “O Airbnb, o Uber, estão entrando no mercado corporativo. E a gente vai fazer o que? Vai brigar ou se adequar?”, questiona.

Manuel Gama diz que há uma série de sites que ajudam a venda dos hotéis, principalmente os pequenos. “Hoje em dia devemos utilizar as plataformas digitais para colocar nossos hotéis na prateleira”, afirma.

Por outro lado, Gama acredita que há plataformas digitais que são prejudiciais para a hotelaria. “Esses apartamentos compartilhados não são concorrentes da hotelaria. Vemos como mais um produto, que vai enriquecer o turismo. O compartilhado não atrapalha”, afirma.

Gama exemplificou o que ocorreu no Rio de Janeiro. Para atender a Copa do Mundo e as Olimpíadas, a cidade ganhou muitos hotéis. Porém, após esses grandes eventos, as taxas de ocupação não se mantiveram e, também, a economia entrou em crise. “O Airbnb oferece mais de 23 mil acomodações no Rio. Mas apenas 26,5% são quartos privados em residências e 3,1% são quartos compartilhados. Mais de 16 mil são concorrentes diretos da hotelaria, que correspondem a locações inteiras e agravam a situação da hotelaria, pois não pagam os impostos devidos”, diz. De acordo com Gama, a oferta do Airbnb está exatamente onde estão os hotéis.

Marcel Frigeira questiona: “O apelo do modelo do Airbnb é uma experiência, você vai viver como um italiano, um francês. Como eu negocio um apartamento desses, que não são padronizados?”.

Patrícia Thomas afirma que o cliente corporativo também quer o que o lazer oferece. “Quando ele entra em um site, ele tem toda a avaliação do local, inclusive do entorno. Mas em uma ferramenta corporativa não, é mais limitada”, diz.

“A vida dos Centennial é pelo celular. Eles fazem compras por lá. O que o novo consumidor quer? Ele quer experiências digitais. Nâo dá mais para irmos para o formato tradicional”, afirma. “Hoje não tem mais divisão por sexo, temos tribos. E temos que ver o que elas querem”, completa. (por Lorena Amazonas)

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