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O turismo pode ser uma prioridade no Brasil?

Na última quinta-feira, 15, o jornal Folha de São Paulo promoveu na capital paulista o seminário “Turismo e a internacionalização do Brasil”. Na ocasião, profissionais e autoridades relacionadas ao turismo debateram questões durante quatro painéis.

Com o tema “Turismo como política de Estado”, o terceiro painel reuniu Ana Clévia Lima, gerente de comércio e serviços do Sebrae; Felipe Augusto Lyra Carreras, presidente do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur) e secretário de Turismo de Pernambuco; Guilherme Amaral, advogado especializado no setor aéreo; e Mariana Aldrigui, presidente do Conselho de Turismo da Fecomercio SP.

Em sua fala inicial, Mariana Aldrigui, que também é pesquisadora, afirmou que a imagem do Brasil no exterior é um grande problema. “Hoje estamos em primeiro lugar no mundo nos trending topics do Twitter por causa do assassinato da vereadora Marielle Franco no Rio de Janeiro, que está sob intervenção militar”, disse. “Aumentar a verba da Embratur não vai mudar essa imagem”.

Para Mariana, o Brasil primeiro precisa cuidar de outras prioridades antes de investir mais no turismo. “Primeiro organizamos a vida das pessoas, a segurança, a educação, e depois tratamos o turismo como prioridade. Do jeito que o país está é irreal pensarmos nisso”, afirmou.

Para Felipe Augusto Lyra Carreras, no Brasil falta política de Estado. “O Ministério do Turismo é muito jovem, tem apenas 15 anos. E nesse tempo tivemos 14 ministros”, disse. “Na história desse país nunca houve um planejamento estratégico, para que os projetos não dependessem de partidos políticos”, completou.

Segundo Carreras, os estados estão fazendo esforços em prol do turismo. “Afinal, o governo Temer reduziu em 75% o orçamento do turismo”, declarou.

Ana Clévia concorda: “uma política bem feita causa um impacto. Se uma pessoa fica dois dias em uma cidade, ela irá gastar com hospedagem, alimentação, deslocamento, entre outros. Há uma série de gastos”.

No quarto e último painel do seminário estiveram presentes Flávia matos, gerente de políticas públicas no Brasil do Airbnb; José David Xavier, presidente do parque Hopi Hari; e Rubens Schwartzmenn, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp).

Segundo Flávia, a chegada do Airbnb democratizou as viagens. “Em 2015, 35% das pessoas que utilizaram a plataforma afirmaram que não teriam viajado ou ficado tanto tempo no destino se não fosse por causa do Airbnb”, disse.

Seguindo a linha da democratização, Rubens Schwartzmenn declarou: “A Azul deu oportunidade para as pessoas de Campinas e região viajarem com mais facilidade. E isso transformou o aeroporto de Viracopos”.

Leia aqui o texto sobre o primeiro e segundo painéis do seminário.

*Por Lorena Amazonas

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