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A Booking.com anunciou mudanças em sua política de comissão no Brasil, com vigência já em 1º de julho. A gigante de reservas online anunciou que irá cobrar uma taxa de 18% para hoteleiros, gerando preocupação entre empresários e entidades representativas do setor. Até o momento, as taxas de comissionamento variam de 10% a 15% conforme a negociação estabelecida com cada hotel.
As entidades HotéisRIO e ABIH-RJ encaminharam à Booking.com na última quarta-feira (27) uma carta subscrita por mais de 190 meios de hospedagem, manifestando preocupação com a implementação da nova política de comissionamento e solicitando a reconsideração das condições anunciadas.
Entre as principais demandas apresentadas estão a postergação da vigência da nova política para o exercício de 2027, garantindo aos hotéis tempo adequado para o devido planejamento orçamentário, e a adoção de gradualidade no reajuste, para que eventual realinhamento de taxas, caso mantido, ocorra de forma escalonada e progressiva, atenuando o impacto financeiro imediato sobre o setor.
Também solicitaram a revisão da base de cálculo, por meio da reavaliação da metodologia de incidência das comissões, excluindo-se de sua base de cálculo os valores referentes a tributos e encargos trabalhistas (como ISS e taxa de serviço), cuja inclusão onera excessivamente a atividade hoteleira.
Por sua vez, a Brazilian Luxury Travel Association (BLTA) afirmou que a alteração impacta fortemente as margens operacionais dos hotéis, especialmente os de menor porte que não dispõem de grandes equipes comerciais e se valem fortemente da plataforma para a sua visibilidade em um cenário mais amplo.
“Somos a associação que reúne os melhores produtos de alto padrão no Brasil e, atualmente, o turismo de luxo no Brasil na sua esmagadora maioria é formado por empresas independentes que sofrem com os impactos de mudanças repentinas. O aumento de taxas de comissão nesta grande vitrine para o turismo mundial pode comprometer a saúde financeira de muitos”, diz a CEO, Camilla Barretto.
Segundo a profissional, atualmente, 75% dos associados BLTA têm menos de 60 UH’s. Para a entrega de serviços de excelência é preciso investir em mais funcionários/UH, fazendo com que a folha de pagamento represente mais de 1/3 das despesas. “Qualquer pequeno aumento de taxas que reduzem as margens operacionais traz desafios que podem vir impactar o cliente final”, avalia. E complementa: “O setor tem trabalhado unido para pleitear a oportunidade de maior diálogo com todos aqueles que enxergam no turismo uma grande possibilidade de desenvolvimento. Gostaríamos da chance de sermos ouvidos”.

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