HotelariaNotícias
Meliá apresenta sua estratégia para voltar a crescer no Brasil

Agora com Caio Calfat, da Caio Calfat Consulting, como embaixador, a Meliá Hotels International – terceira maior marca da Europa – volta a apostar no mercado brasileiro com o modelo de franquia e gestão de hotéis. O anúncio aconteceu na manhã de segunda-feira (26), no Meliá Paulista, em São Paulo.

Apesar de internacional, a marca, que tem suas ações na Bolsa de Madri, ainda é uma empresa familiar, com 58% das ações pertencentes à família Escarrer, que possui o controle total da gestão. E essa é a grande vantagem competitiva da companhia, segundo Bernardo Cabot Estarellas, diretor de Desenvolvimento para as Américas. Com 33 anos na empresa, o executivo foi o responsável pela chegada da marca na China onde a Meliá era totalmente desconhecida e hoje tem uma excelente performance com 12 propriedades.

Para o executivo, a comunicação fácil e a transparência com a alta direção da Meliá pode ser o atrativo e o diferencial chave para novos contratos no Brasil. “Não iremos atuar na hotelaria econômica, seremos potencialmente uma franqueadora e uma administradora, focados em conversões, mas não fecharemos a porta para oportunidades de aquisição e outros modelos”, aponta Bernardo Estarellas.

Celia Sarmiento, diretora de Desenvolvimento para América Latina, apresentou as marcas da empresa da seguinte forma: 

Luxury

Gran Meliá, The Meliá Collection, ME e Paradisus com foco em resorts; representando 12% de participação.

Premium

Meliá, InnSide e ZEL; representando 48% de participação.

Essential

SOL e Affiliated (marca criada para facilitar conversões) com 40% de participação nos negócios da empresa.

A executiva também exibiu o volume de negócios da empresa, que em 2022 foi de 1,7 bilhão de Euros. O lucro líquido ficou em 110 milhões de Euros, o RevPAR chegou a 91,5 Euros por quarto e a tarifa média praticada foi de 149 Euros. Já o Meliá Rewards passou de 15 milhões de associados, que ajuda na performance de 35% de reservas diretas.

A hotelnews questionou como a Meliá percebe o movimento dos STR’s e se a venda de micro apartamentos como modelo de investimento para hospedagem podem atrapalhar os planos da empresa e Bernardo Estarellas prontamente respondeu que espera que aconteça uma regulação, já que os hotéis têm que cumprir obrigações que nãao existem no modelo de aluguel de curta temporada. 

Caio Calfat, lembrou que, segundo estudos do SECOVI, existe uma oferta de, pelo menos, 65 mil novos quartos no modelo STR na capital paulista e que uma superoferta não se descarta, podendo afetar resultados de qualquer hotel nos próximos anos.

Em resumo, Bernardo Estarellas enfatizou que os principais diferenciais da Meliá para conquistar contratos no Brasil são:

– Os 15 milhões de associados no Meliá Rewards
– A relação familiar no dia a dia 
– Os 30 anos da Meliá no Brasil 
– Ser uma marca reconhecida globalmente 
– Com acesso fácil à alta direção 
– Sem distinção entre pequenos e grandes clientes

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *