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Indústria de colchões sente impacto da alta do aço, petróleo e fretes em 2026

A instabilidade no cenário internacional já começa a impactar diferentes segmentos da indústria brasileira, entre eles o setor de colchões. Em 2026, a elevação dos custos de matérias-primas petroquímicas, do aço e do transporte colocou fabricantes e varejistas em estado de atenção diante da crescente pressão sobre toda a cadeia produtiva.

Os insumos derivados do petróleo aparecem entre as maiores preocupações da indústria. Materiais como espumas, embalagens, polietilenos e TNT, amplamente utilizados na fabricação dos colchões, vêm acumulando aumentos expressivos, pressionando diretamente os custos de produção, sobretudo na categoria de molas ensacadas. O aço, matéria-prima essencial para as molas, também registrou alta ao longo do ano, com reajustes entre 10% e 22% em comparação ao início de 2026.

“O colchão parece um produto distante desse cenário internacional, mas ele depende diretamente de matérias-primas que acompanham o mercado global. Quando há alta do petróleo, pressão no aço ou aumento nos fretes, toda a cadeia sente”, afirma Fabiano Balieiro, diretor geral da Flex do Brasil, responsável pela operação da Simmons no país.

O mercado siderúrgico continua pressionando os preços de fios-máquina e bobinas, movimento impulsionado pelas oscilações internacionais. Paralelamente, a alta do petróleo e os entraves na importação de insumos elevaram os custos do TDI e do poliol, componentes fundamentais na produção de espumas de poliuretano.

Além da questão das matérias-primas, a logística passou a ocupar posição central entre os desafios enfrentados pelo setor. O aumento no valor do diesel e os reajustes nos fretes afetam tanto o transporte de insumos até as fábricas quanto a distribuição dos produtos para lojas e consumidores finais.

“Como o colchão é um produto volumoso, o transporte acaba tendo um peso importante na operação. Hoje, acompanhar o cenário internacional deixou de ser apenas uma questão econômica e passou a fazer parte do planejamento diário da indústria”, completa Balieiro.

Diante desse contexto, fabricantes intensificam o monitoramento dos mercados siderúrgico, petroquímico e logístico na tentativa de reduzir impactos e preservar maior previsibilidade nos custos ao longo do ano.

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