Hotel Adlon Hempinski
Tradição e hospitalidade em Berlim
POR ALESSANDRA LEITE
O lendário Hotel Adlon Kempinski insere-se com elegância na paisagem de Berlim. Está situado no coração da cidade, na famosa Avenida Unter den Linden, bem em frente do Portão de Brandemburgo – cartão-postal da capital, que em 1989, após a queda do muro, tornou-se o marco oficial da reunificação alemã. Monumento neoclássico e obra prima da arquitetura local , o portão foi inspirado no Propylaeum, a entrada da Acrópolis em Atenas, na Grécia. Sobre o Portão está uma quadriga, carruagem conduzida por quatro cavalos e originalmente guiada por Eirene, a deusa da paz.
A nobreza austera do Adlon, protegida por um telhado verde, chama a atenção dos pedestres que circulam pela Pariser Platz, e quase reduz à insignificância os edifícios ao lado. O Adlon não é só fachada, mas considerado a sala de visitas de Berlim; sua história está entrelaçada à da cidade.
O nome Adlon foi atribuído em homenagem ao proprietário do edifício original, Lorenz Adlon, cuja visão era construir o hotel mais luxuoso do mundo e estabelecer padrões até então nunca vistos na indústria hoteleira, como iluminação elétrica e água corrente quente e fria em todos os apartamentos. Em 1907, foi inaugurado oficialmente pelo imperador alemão Wilhelm II e logo se tornou ponto de encontro para a realeza, políticos e personalidades, como Albert Einsten, Franklin D. Roosevelt, Greta Garbo, Charlie Chaplin entre outros.
Quase por um milagre, o hotel pouco sofreu nos bombardeios em Berlim durante a Segunda Guerra Mundial. A parcial destruição do edifício foi após o fim da guerra, quando soldados russos atearam fogo na adega de vinhos. A ala restante continuou sendo utilizado como hotel, mas em 1970 o Adlon fechou as portas e alguns anos mais tarde foi demolido. Em 1989, após a queda do Muro, o projeto de reconstrução do empreendimento saiu do papel. A nova construção foi erguida o mais fiel possível ao edifício inaugurado no início do século 20 e na mesma localização. Finalmente em 1997, o Adlon era inaugurado, pela segunda vez, sob a administração do prestigioso grupo hoteleiro Kempinski.
Mantendo a tradição de mais de 100 anos de existência, o hotel ostenta espaços luxuosos priorizando o atendimento impecável. Pela cúpula de vidro do lobby, a luz natural incide sobre este espaço aconchegante e acolhedor. Os amplos apartamentos, sendo 302 quartos e 80 suítes, exibem uma decoração clássica e sofisticada, com um elegante mobiliário de madeira, além de todas as comodidades da vida moderna.
O destaque gastronômico fica por conta de Lorenz Adlon Esszimmer, detentor de duas estrelas Michelin. O chef, considerado a joia deste requintado hotel, encanta os hóspedes com a qualidade de sua cozinha, cuja vista para o Portão de Brandemburgo é uma das mais inesquecíveis. Mais informal, mas igualmente convidativo, o Quarré, em estilo brasserie, serve delícias da culinária francesa. O seu maravilhoso terraço, que também tem dá vista para o portão, é o local perfeito para happy hours nas tardes de verão. Em abril será inaugurado o restaurante Sra.Bua byTim Raue, pilotado pelo renomado Tim Raue, que já possui um restaurante homônimo na cidade. A ideia é oferecer uma interpretação da culinária asiática por um chef europeu.
Igualmente impressionante é o complexo de bem-estar do hotel. O Adlon Day Spa está instalado em um ambiente tranquilo e oferece uma grande variedade de terapias. Além do extenso menu de tratamentos faciais e corporais, os clientes têm a disposição sala de yoga, uma piscina para a prática de watsu (shiatsu na água), academia, piscina aquecida coberta e saunas seca e à vapor.
A Kempinski é a rede de hotéis de luxo mais antiga da Europa. Foi fundada em 1897, possui em seu portfólio 72 hotéis distribuídos em 31 países. Para mais informações: www.kempinski.com

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