Hospitalidade pós-quarentena
Desde a segunda semana de março, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou oficialmente a pandemia de Covid-19, o setor hoteleiro começou a sentir o impacto de uma das maiores crises da história. Como consequência, grande parte dos empreendimentos fechou as portas sem nenhuma perspectiva de retorno pelo momento incerto. A Ásia foi o primeiro continente prejudicado e, de certa maneira, serviu de termômetro para o que ainda estava por vir na Europa e demais continentes.
Meses depois, a maioria dos hotéis asiáticos e europeus está de portas abertas, seguindo uma série de protocolos de segurança e higienização, incluindo até mesmo os selos próprios. Redes e estabelecimentos independentes apostam em diferenciais para não perder o acolhimento tradicional da hospitalidade, mesmo que sorrindo por debaixo da máscara. “O principal desafio é tranquilizar os viajantes para recuperar a confiança. Realizamos medições diárias de temperatura e os membros da equipe usam máscaras o tempo inteiro. Além disso, verificamos o histórico de viagens dos hóspedes e aumentamos a frequência de nossos procedimentos de limpeza e desinfecção”, comenta Michael Faulkner, gerente geral do The Middle House em Xangai, na China, que também é membro da coleção Preferred Hotels & Resorts. A unidade não fechou as portas e apenas adaptou suas operações.
Na rede Mandarin Oriental, todos os hotéis localizados na Ásia estão abertos, com exceção de Taipei, em Taiwan. No geral, são 27 unidades do grupo funcionando e 6 fechadas até o momento (dados atualizados). “Com base no novo programa, chamado We Care, cada propriedade permanece atenta às recomendações locais de especialistas em saúde e autoridades governamentais. Reconhecemos que a pandemia está sempre mudando e oferecemos garantias de reserva por meio de políticas aprimoradas de cancelamento e reembolso”, ressalta Phillip Peña, diretor regional de Vendas Globais responsável pelo mercado das Américas na Mandarin Oriental, baseado em Nova York. “Na rotina, praticamos distanciamento social, limitamos a ocupação, fornecemos um kit para os hóspedes (com máscaras, luvas e lenços desinfetantes), estações de higienização e aprimoramos, rotineiramente, o treinamento da equipe para melhor responder aos padrões atuais”, acrescenta Peña. Os processos do grupo Mandarin são auditados pela Lloyd’s Register, uma avaliadora independente.
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