Gentileza como parte importante de um negócio foi a ideia apresentada por David Baker, fundador da revista Wired e professor da School of Life, no primeiro painel do período da tarde na 3ª Strategy Conferece da HSMAI Brasil. O palestrante apontou que, em muitos ambientes corporativos, a gentileza é confundida com uma personalidade complacente, enquanto um comportamento mais duro é visto como caminho para bons resultados. O compartilhamento de conhecimento e experiências, no entanto, são caminhos para alcançar e superar metas.
A gentileza pode ser cultivada no ambiente corporativo por ferramentas como a empatia e a curiosidade, buscando entender mais sobre os clientes ou os colegas de trabalho para atendê-los de uma maneira mais eficiente. “Quantas vezes você já testou seu produto sob a ótica de seu cliente? Como ele se sente no seu hotel? É fácil de navegar em seu site?”, questionou ele. Por fim, Baker definiu a habilidade de ouvir como o principal ato de gentileza – escutar de forma atenta o que o outro está dizendo. E é o tempo que nos dá a chance de cultivar isto. “Precisamos gerenciar melhor as prioridades, incluindo tarefas do trabalho, e não nos tornarmos escravos da tecnologia. Ela é ótima, mas também nos rouba muito tempo”, apontou.
O papel do líder foi o segundo tema da tarde – o consultor Robert Wong falou sobre as mudanças e a pilares da liderança. Há grandes transformações? Ele responde que na forma de liderança sim, mas em sua essência não. “Ser líder é intervir seriamente na vida das pessoas, é responsabilidade”, definiu ele. “O líder tem que enxergar o que os outros não veem, tomar decisões inteligentes e inspirar, ajudar as pessoas a realizar suas potencialidades”, completou. A única diferença é que hoje, o líder deve ser um agente de transformação.
Repensar a estratégia da empresa e ser a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa e trabalhando pela razão certa – está aí a grande característica da liderança, que faz diferença no caminho para o sucesso. Wong ainda destacou os pilares que sustentam o bom desempenho de empresas e pessoas: visão. A sigla representa vontade, intenção, estratégia, ação e obstinação. “É isso que equilibra tudo. Normalmente quando não conseguimos alcançar um objetivo, é porque falta algum destes itens”, afirmou.

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