O último painel do Festuris nesta manhã do dia 4 de novembro debateu o tema “Generalista ou especialista? Qual o caminho a seguir para aumentar a competitividade?”.
Luiz Carlos Barboza, diretor da LCB Consultoria mostrou dados sobre países em desenvolvimento, como o Brasil, e o seu crescimento no turismo. A África do Sul, por exemplo, cresceu 76% de 2007 para 2013, enquanto o Brasil cresceu apenas 16%.
Para o diretor, o Brasil precisa seguir alguns caminhos para se tornar mais competitivo. Segundo Barboza, é necessário estabelecer visão estratégica de longo prazo, melhorar a segurança, limpeza, transportes, melhorar a política de certificação e qualificações, entre outros.
E a competitividade das empresas do turismo brasileiro? Grande parte é considerada apenas suficiente. “No turismo é importante aumentar a percepção de que o empresariado precisa trabalhar com alianças e parcerias. Apesar de perceber intuitivamente, isso não é colocado muito em prática”, explica. “Além disso, é preciso participar de entidades empresariais, que possuem força para mudar as coisas. Mas, de modo geral, nós ficamos distantes da atuação das entidades. O que é um erro, precisamos atuar ativamente”, diz.
Paulo Roberto Chieli, CEO da PRC Consultoria em Luxo, falou sobre as tendências do turismo de luxo. “Se fala muito em crise, mas ela é a própria solução. É necessário criar”, acredita. “A capacidade de transformar o simples e o ordinário em extraordinário é uma das máximas do luxo”, completa. Segundo ele, o que permeia o luxo é a vontade de fazer bem feito.
Tendências do luxo: Transformação – “ele quer sentir que depois da viagem ele tenha se transformado, que tenha tido experiências enriquecedoras” – arte, hospitalidade asiática – “eles esperam a naturalidade no servir, sem olhar a pessoas de cima a baixo e é algo que precisamos incorporar na nossa cultura, além da nossa simpatia e alegria” – família, compartilhamentos, manter o feito surpresa – “é importante modernizar, mas manter os aspectos locais” – luxo dos esportes, especialistas para atender esse público – “o cliente do luxo é muito bem informado e os profissionais precisam estar preparados”, transformar a jornada do início ao fim, luxo pela simplicidade – “é diferente ser simples e ser simplório. É preciso ser bem feito”.
É preciso estar atendo às novas diversidades vindas com os Millennials e combinar o novo com o tradicional. Além de poder atender pessoas de todas as idades.
“Quando você vende sonhos, quando você vende desejos, as pessoas não se importam com o valor gasto. O que importa é a experiência”, diz.
Outro ponto é fundamental que os funcionários estejam todos integrados e familiarizados com o story telling que o local quer passar para seus hóspedes.
Fim das estrelas? “As estrelas não conta mais nada para o turista do luxo, o importante é a relevância e o produto oferecido”, acredita.
Taiti
No final das palestras, o diretor para as Américas da Atout France, Jean-Philippe Perol, apresentou o Taiti, destino que atualmente vendido no Brasil exclusivamente como um produto de luxo ou de lua de mel. “Mas o Taiti é muito mais do que isso, queremos aumentar a presença de sul-americanos”, diz.
O objetivo do Taiti é se reposicionar e oferecer novas experiências, inclusive culturais. “E isso é válido para qualquer tipo de viajante, que considere a exclusividade um diferencial”, explica.
Perol destacou as novas oportunidades no destino: diversidades das ilhas (são 189, cada uma com estruturas turísticas diferentes), multiplicidade das atividades e foco na cultura.

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