A prefeitura de Olímpia (SP) e a Fundação Roberto Marinho inauguram no dia 5 de agosto uma exposição temporária que mostrará ao público o trabalho de curadoria e o projeto expográfico que fará parte do novo Museu do Folclore da cidade. Gratuita, a iniciativa permanecerá no Recinto do Folclore até o dia 13 de agosto, durante o Festival de Folclore de Olímpia. A ideia da mostra é apresentar ao público os avanços das duas primeiras fases do projeto (ideação e concepção), cujos estudos já começam a dar forma à futura exposição de longa duração do novo museu.
Paredes com objetos do acervo, telas de tecido com textos, frases e palavras, além de painéis com a proposta curatorial do Museu poderão ser “descobertos” pelos visitantes. O público terá a oportunidade de relatar seus depoimentos sobre folclore e suas expectativas para o novo Museu em um estúdio criado especialmente para a captação dessas falas. Esses relatos ficarão registrados no Arquivo Público Municipal de Olímpia e poderão futuramente ser utilizados na nova exposição do Museu.


A curadoria é assinada pelo trio Regina Machado, Edilberto Fonseca e Marcus Lontra e a expografia é da cenógrafa Renata Pittigliani. A exposição combina tradição e inovação, a partir de cinco eixos temáticos, chamados de “caminhos”: Festas, Terra, Palavras que o vento leva, Fontes e Olímpia. Os eixos temáticos foram concebidos a partir de sua relação com os elementais: terra, fogo, água e ar.
“Acreditamos que o novo Museu do Folclore será um marco importante para Olímpia, impulsionando o turismo cultural, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e fortalecendo nossa identidade como Capital Nacional do Folclore. Uma das suas principais metas é promover o conhecimento e a valorização da cultura popular em todas as suas formas. Será um local de celebração das tradições, lendas, festividades, danças, músicas e costumes únicos”, explica Priscila Foresti, secretária municipal de Turismo e Cultura.

A natureza, encontrada no artesanato, nas cozinhas, danças, músicas, contos, nas ruas, entre outras manifestações, exalta a riqueza das práticas das culturas populares brasileiras e está em cada um dos caminhos da exposição. “Queremos mostrar que folclore não é uma mera sobrevivência do passado. Pelo contrário, ele se faz presente nas diversas formas de viver e das nossas manifestações culturais. As culturas populares, além da contribuição para a memória e compreensão da nossa história, são essenciais para a construção de um país mais diverso e plural”, reforça Larissa Graça, gerente de Patrimônio e Cultura da Fundação Roberto Marinho.


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