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Evento em São Paulo debate o legado das Olimpíadas para o turismo

O XI Encontro do Setor de Feiras e Eventos (ESFE), realizado ontem, 23, teve o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB,), Carlos Arthur Nuzman, como o principal palestrante do painel “Infraestrutura e destinos. Agenda positiva das Olimpíadas e benefícios para o turismo”.

O presidente afirmou que as Olimpíadas serão uma das maiores oportunidades que o Brasil terá para promover o turismo. “Esperamos 1 milhão de turistas estrangeiros em 2016, sendo 500 mil no período dos Jogos”, declarou. “Não ofereçam apenas o Rio de Janeiro, ofereçam todo o Brasil”, disse.

Nuzman ressaltou o tamanho da estrutura para receber os atletas durante o evento. “Serão 60 mil refeições por dia na Vila Olímpica, 210 toneladas de comida por dia e 18 mil pessoas frequentando os restaurantes diariamente”, anuncia.

Ele também lembrou o impacto do evento na hotelaria. “Foram investidos US$1,5 bilhão, criados 70 novos hotéis e gerados 15 mil empregos”, afirma.

Ao ser questionado sobre o elevado preço das diárias no período das Olimpíadas, o presidente afirmou que “os preços foram tabelados e o comitê organizador não é responsável por eles”.

Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), participou do painel e afirmou que é necessário o trade e o governo trabalharem juntos para divulgar o turismo no Rio de Janeiro e no Brasil. Para ele, é necessário inovar e apostar em produtos como os parques nacionais. “Em outros países os parques nacionais atraem muitos turistas. O Yellow Stone, nos Estados Unidos, recebe mais visitantes do que o Brasil inteiro”, explica.

O presidente da FBHA também abordou alguns projetos, como a criação de uma “Cancun brasileira” na costa do país. “Gostaríamos de criar uma área com sistemática inovadora para empreendimentos, nos como foi feito em Cancun”, afirma. De acordo com Sampaio, a iniciativa tem chances de ter o apoio do governo.

Para Sampaio, após os Jogos Olímpicos será necessário trabalhar no Congresso para conseguir propostas efetivas para o turismo, além de rediscutir ideias e planejar os caminhos que devem ser seguidos. “Temos muita oferta no país e vivemos concorrendo uns com os outros. Outro ponto é melhorar o inglês de quem trabalha com turismo”, afirma. O presidente também lembrou que é importante estimular os brasileiros a conhecerem o país. “Temos que criar o aculturamento do hábito de visitar o Brasil”, acredita.   

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