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ENCONTRO – Eficiência energética é tema de painel no Encontro da Hotelaria e Gastronomia Mineira

JUIZ DE FORA (MG) – Inaugurada na manhã desta quinta-feira (21), a 11ª edição do Encontro da Hotelaria e da Gastronomia Mineira discutiu a questão da eficiência energética em um painel comandado pelo consultor em eficiência energética da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Ricardo Bezamat.

O profissional falou sobre o panorama de crise energética que o Brasil vem passando atualmente e afirmou que o cenário é pior do que se imagina. “Para ter uma ideia, estamos devendo R$ 33 bilhões e vamos pagar tudo para as concessionárias, que já estão repassando o valor nas tarifas”, afirma.

Para obter a eficiência energética, Bezamat afirma que existem três princípios básicos: eliminar o desperdício, comprar a energia de forma certa e ações de economia. “Primeiro é necessário eliminar o desperdício nas instalações. Um exemplo onde há muita fuga de energia é o quadro de luz em mau estado. É possível ter um sistema mais eficiente simplesmente instalando um potenciador de desperdício”, diz.

No segundo, que diz respeito à compra de energia elétrica, o consultor afirma que a maioria das pessoas paga por alíquotas sem saber do que se tratam. “Existe um taxa chamada Energia Reativa Excedente (EREX), uma espécie de multa velada que ninguém se dá conta que pode ser eliminada, bastando instalar um equipamento chamado banco de capacitador”, explica.

E o terceiro princípio, trata de gastar menos sem mexer no conforto e na produção.” Todo mundo sabe que o maior vilão da conta elétrica é o ar condicionado, mas antes de fazer qualquer mudança no aparelho, pode-se otimizar outros equipamentos dentro do quarto, por exemplo”.

Entre as ações, Bezamat sugeriu a colocação de películas nos vidros. “Fizemos um experimento em que medimos a temperatura do sol que passava por uma janela comum e uma com película. Na primeira, a temperatura chegou a 58 graus e na segunda, a 28 graus”, apontou.

Outra ação que pode ser adotada para economizar energia é a troca das lâmpadas comuns por LED. “As dicróicas trabalham com 50 watts, enquanto as LED utilizam apenas nove e não emitem calor nenhum”, disse o consultor ao exemplificar um projeto em que a conta passou de R$ 16,4 mil mensais para R$ 6,1 mil. “Foi um projeto de R$ 90 mil, então, que terá retorno em nove meses”.

Energia solar para aquecimento de água e também fotovoltaica também foi citada pelo consultor como forma de eficiência. “Antes era muito difícil, pois precisávamos de baterias enormes para armazenas a energia gerada durante o dia. Hoje, a Aneel instala um medidor de troca de mão dupla, que recolhe a energia excedente gerada e a devolve em créditos que podem ser utilizados em até três anos”, afirmou.

Por fim, Bezamat citou os geradores, que podem ser utilizados de três formas: como segurança em emergências, na falta de energia; como utilização em horários de ponta, quando é mais caro comprar energia da concessionária; e como co-gerador, em que o calor produzido no processo serve para climatizar outra área, como a piscina. “Se R$ 25% dos hotéis brasileiros diminuírem em 30% o consumo de energia, teremos R$ 255 milhões por ano em redução do setor elétrico”, finalizou. 

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