Em um painel na programação de hoje do 30º Encontro Catarinense de Hoteleiros (Encatho & Exprotel), evento focado em capacitação e tendências para o setor que acontece esta semana em Florianópolis (SC), a apresentação abordou o impacto da reforma trabalhista especificamente para o segmento. Intitulada “Terceirização na operação da hotelaria”, abrangeu três diferentes pontos de vista de profissionais sobre o mesmo tema, abrangendo o lado jurídico, o administrativo e o contábil.
Mediado por Neilor Schmitz, consultor Jurídico da Federação dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Santa Catarina (FHORESC), o painel contou com apresentações de Alberto Gonçalves, vice-presidente da Comissão de Direito Sindical da OAB/SC, Ewerson Wiethorn, diretor da Duatto Contabilidade, e Júlio Cezar Ribeiro, administrador e diretor do Grupo Orion.
Alberto Gonçalves iniciou o debate explicando, inicialmente, os principais pontos de mudanças no cotidiano dos empregadores hoteleiros. Ele citou a inexistência de obrigação de pagamento de jornada in itinere ou para a troca de uniformes; o acordo de compensação e para banco de horas e o sistema de 12 horas de trabalho por 36 de descanso, ambos sem a participação do sindicato e a divisão das férias em até três vezes. Reforçou, principalmente, a questão do trabalho intermitente, que foi considerado pela legislação o contrato de trabalho no qual a prestação de serviços, com subordinação, não é contínua, ocorrendo com alternância de períodos, prestação de serviços e de inatividade, questão que é de extrema relevância para a hotelaria.
“Há também alguns cuidados necessários a serem tomados, como a contratação da empresa especializada (verificação de registros, know-how), a fiscalização das atividades do empregado terceirizado e a designação para serviços determinados e específicos”, adverte Gonçalves. “Desde 1998 é que se questiona e que se discute a terceirização. Quase 20 anos depois, penso eu que poderíamos hoje discutir uma reforma trabalhista. Ela é utilizada como ferramenta administrativa de planejamento e gestão há décadas, tanto em empresas de primeiro mundo, como no Brasil”, afirma Júlio Cezar.
De acordo com o administrador, a terceirização permite que as organizações sejam mais eficientes e eficazes, ao mesmo tempo em que reduzem os custos. Entre as desvantagens, ele aponta também os problemas de comunicação dentro da organização, causadas principalmente pela diferença entre as culturas de convívio, a falta de controle sobre as atividades terceirizadas, pois não se deve perder o controle; cobrança excessiva por parte do contratante que visa a redução de custo, podendo ocasionar perda de qualidade dos produtos e serviços terceirizados, afetando a satisfação dos clientes.
*por Nathalia Abreu

notícias recentes
Royal Palm Tower Indaiatuba continua sob gestão do Grupo Royal Palm por mais 10 anos
Hot Beach anuncia projeto de expansão no lazer com entrega em 2027
HSMAI Brasil promove última turma do RMexpert em outubro
notícias relacionadas
Paridade tarifária, sustentabilidade e IA ganham peso nas decisões das agências
Piso do estande da Harus na Equipotel vira móveis para creche de Franca (SP)
Hilton aponta cinco tendências que devem moldar o turismo em 2027